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Pelo menos 30 mortos e mais de 200 feridos na agressão israelita a Gaza

Os ataques israelitas contra o enclave costeiro palestiniano, que continuam pelo terceiro dia consecutivo, provocaram 32 mortes, incluindo a de seis menores.

Palestinianos retiram pertences entre os destroços da sua casa, na sequência de um ataque aéreo israelita em Rafah, Faixa de Gaza cercada, a 7 de Agosto de 2022 
Palestinianos retiram pertences entre os destroços da sua casa, na sequência de um ataque aéreo israelita em Rafah, Faixa de Gaza cercada, a 7 de Agosto de 2022 Créditos / Al Jazeera

Esta manhã, dois palestinianos perderam a vida e oito ficaram feridos na sequência de um ataque contra uma casa no acampamento de refugiados de Jabaliya, no Norte da Faixa de Gaza cercada.

Também esta manhã, outros palestinianos ficaram feridos na zona de Khan Younis, quando um avião israelita atacou com um míssil uma zona agrícola.

Entretanto, segundo refere a Al Jazeera, as Brigadas de Al-Quds, o braço armado da Jihad Islâmica na Palestina, confirmaram que Khaled Mansour, o seu comandante no Sul de Gaza, foi morto na sequência de um bombardeamento israelita este sábado.

Os ataques aéreos israelitas contra o acampamento de refugiados de Jabaliya e uma zona residencial em Rafah fizeram aumentar o número de vítimas entre a população civil palestiniana, incluindo seis crianças e adolescentes.

Dados do Ministério palestiniano da Saúde apontavam, este sábado, para 32 mortos e 215 feridos desde o início da agressão. De acordo com a Al Jazeera, esta manhã o número de feridos ultrapassava já os 250.

As forças israelitas alegam que estão a atingir alvos militares, mas, segundo referem as autoridades palestinianas, só nas primeiras 24 horas da ofensiva foram danificadas ou destruídas 650 unidades habitacionais no enclave cercado.

Para agravar a situação dos residentes, na sexta-feira Israel cancelou o transporte de combustível planeado para o território, o que levou ao encerramento da única central eléctrica existente.

Uma bola de fogo e fumo forma-se na sequência de explosão de um míssil israelita na Cidade de Gaza / Twitter

Responsáveis da central eléctrica afirmaram que isto teria «consequências catastróficas» para o território empobrecido, com cerca de dois milhões de habitantes. Passam apenas a estar disponíveis quatro horas de electricidade por dia e o impacto nos hospitais pode ser severo.

Mais de 400 rockets lançados para Israel

Em resposta ao ataque israelita, que foi antecedido por detenções de membros das Brigadas de al-Quds na Cisjordânia ocupada, as forças da resistência lançaram mais de 400 rockets para território israelita.

De acordo com a Jihad Islâmica, trata-se de uma «resposta inicial», a que se seguirá um «confronto contínuo». Várias forças, no Iémen, no Líbano, no Iraque, mostraram total disponibilidade para apoiar as forças de resistência palestiniana.

Entretanto, segundo refere a PressTV, responsáveis egípcios afirmaram que intensificaram a actividade de mediação com vista a acalmar a situação. Nesse sentido, uma delegação egípcia deslocou-se ontem a Israel, seguindo de imediato para a Faixa de Gaza cercada.

Responsáveis israelitas negaram a existência de negociações com a Jihad Islâmica e afirmaram que a operação em curso está a ser concebida para durar uma semana.

Em Maio do ano passado, as forças de resistência lançaram mais de 4000 rockets para território israelita durante os 11 dias da operação militar levada a cabo por Israel. Então, os bombardeamentos provocaram cerca de 250 mortos e mais de 1700 feridos no enclave costeiro palestiniano.

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