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Pelo menos 17 mortos em ataque da coligação liderada pelos EUA na Síria

Um ataque da «coligação internacional» provocou pelo menos 17 mortos nas imediações de Hajin (Deir ez-Zor). Entretanto, milhares de refugiados e deslocados regressam a Daraya libertada (Damasco Rural).

A localidade de Hajin e seus arredores, junto ao rio Eufrates, têm sido um alvo constante dos bombardeamentos da chamada «coligação internacional»
A localidade de Hajin e seus arredores, junto ao rio Eufrates, têm sido um alvo constante dos bombardeamentos da chamada «coligação internacional»Créditos / TeleSur

Fontes locais revelaram à agência SANA que a aviação da aliança militar liderada pelos Estados Unidos bombardeou, este domingo, a aldeia de al-Bou Khatir, localizada a sudoeste de Hajin, tendo provocado pelo menos 17 vítimas entre a população civil – na sua maioria, mulheres e crianças –, além de danos materiais.

Com o pretexto de estar a combater o Daesh – o chamado Estado Islâmico –, a «coligação internacional» tem bombardeado intensamente a cidade de Hajin e arredores, junto ao rio Eufrates, cerca de 100 quilómetros a sudeste de Deir ez-Zor e já perto da fronteira com o Iraque.

De acordo com os dados reunidos pela Prensa Latina, os ataques aéreos contra esta região – em que os EUA e seus aliados têm sido acusados, pelo governo sírio e pela Rússia, de recorrer a fósforo branco – provocaram nos últimos meses mais de 1200 mortos, sem que «existam objectivos militares ou concentrações dos extremistas armados».

As autoridades sírias têm repetidamente acusado esta aliança militar – que opera na Síria desde 2014 sem autorização de Damasco e sem o aval das Nações Unidas – de fazer vista grossa às acções do Daesh e de, a coberto de uma pretensa luta contra o terrorismo, «estar deliberadamente a massacrar civis sírios», acrescentando que os ataques visam destruir as infra-estruturas e provocar o êxodo da população na província de Deir ez-Zor.

Centenas de famílias regressam a Daraya libertada

Nos últimos dias, cerca de 500 famílias regressaram à cidade de Daraya, nos arredores a sul de Damasco (província de Damasco Rural), depois de «as acções de sabotagem e as atrocidades cometidas por grupos terroristas» as terem forçado a fugir, refere a agência SANA.

A cidade foi libertada pelo Exército Árabe Sírio e seus aliados há quase dois anos. O presidente do Conselho Municipal de Daraya, Marwan O'beid, explicou à agência noticiosa que as famílias estão a participar nos trabalhos de limpeza e reabilitação das suas casas.

As autoridades estão ainda a concluir trabalhos em áreas como o abastecimento e a distribuição de água e de electricidade, mas o centro de saúde já está funcional e quatro escolas – com capacidade para 4000 estudantes – foram reabilitadas, estando mais dez em processo de reabilitação ou de construção, disse ainda O'beid.

De acordo com a HispanTV, espera-se que, de forma gradual, regressem a esta cidade nos subúrbios de Damasco cerca de 20 mil famílias.

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