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Novo ataque da «coligação internacional» contra militares sírios e aliados

Uma fonte militar síria acusou a coligação internacional liderada pelos EUA de ter atacado, este domingo, uma posição do Exército sírio nas imediações de Al-Bukamal, no Leste do país.

A coligação internacional liderada pelos EUA foi novamente acusada de atacar posições do Exército sírio e dos seus aliados
A coligação internacional liderada pelos EUA foi novamente acusada de atacar posições do Exército sírio e dos seus aliadosCréditos / Sputnik News

Tendo por base fontes militares, a agência SANA revela que o ataque da aliança militar encabeçada pelos EUA teve como alvo uma posição do Exército Árabe Sírio na localidade de Al-Hiri, a sudeste de Al-Bukamal (província de Deir ez-Zor), provocando um número incerto de mortos e de feridos.

Por seu lado, um tenente do Exército sírio disse à Prensa Latina que «drones norte-americanos bombardearam posições conjuntas do Exército sírio e dos seus aliados iraquianos ao longo da fronteira entre a Síria e o Iraque, entre Al-Bukamal e Al-Tanf».

De acordo com o oficial, na acção militar que teve lugar a sul de Al-Bukamal, cerca de 150 quilómetros a sudeste de Deir ez-Zor, morreram iraquianos membros da Brigada dos Justos e da Brigada do Imã Ali.

O militar disse à Prensa Latina que estas forças tinham como missão «proteger a fronteira entre a Síria e o Iraque», bem como «combater os focos resistentes» do Daesh – grupo terrorista também conhecido como Estado Islâmico – na região.

Não pôs de lado a hipótese de que «um dos objectivos do ataque seja facilitar a transferência dos terroristas do Daesh da base norte-americana de Al-Tanf para determinadas áreas no deserto, de modo a abrir novas frentes de combate contra o Exército sírio».

O Pentágono negou qualquer envolvimento na acção. «Não foi um ataque dos EUA nem da coligação», disse um funcionário do Departamento da Defesa à Sputnik News.

Não é a primeira vez que a aliança liderada pelos EUA é acusada de atacar posições do Exército sírio e dos seus aliados, nomeadamente nas províncias de Deir ez-Zor, Raqqa e Hasaka, onde operam as FDS [Forças Democráticas Sírias], curdas na sua maioria e apoiadas pelo Ocidente. As denúncias de bombardeamentos contra a população civil sucedem-se.

Acusações reiteradas

Em cartas dirigidas às Nações Unidas no passado dia 5, o governo sírio acusou a coligação referida de levar a cabo bombardeamentos contra a população que, nas províncias de Raqqa, Hasaka e Deir ez-Zor, se tem recusado a apoiar as FDS – «militantes que os Estados Unidos estruturaram com o propósito de atacar as posições do Exército sírio e recuperar as áreas libertadas da ameaça do terrorismo pelos soldados do Exército sírio e seus aliados».

No mesmo documento, as autoridades sírias acusaram os Estados Unidos de, «em diversas ocasiões, terem prestado apoio directo ao grupo terrorista Daesh [o chamado Estado Islâmico] – a última das quais a 24 de Maio, quando a aviação da coligação liderada pelos EUA atacou posições do Exército sírio entre Al-Bukamal e Hmeimeh [na província de Deir ez-Zor], apenas 24 horas depois de as forças governamentais terem conseguido repelir os ataques do Daesh a essas posições».

Numa entrevista recente à RT, Bashar al-Assad afirmou que os «Estados Unidos estão a perder os seus trunfos. O seu trunfo principal era a Al-Nusra, quer era dita "moderada", mas quando os escândalos começaram a mostrar que eles não eram moderados, que eles eram a Al-Qaeda, contra a qual os EUA supostamente estão a lutar, então começaram a olhar para um novo trunfo, que são agora as FDS».

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