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Palestinianos alertam para segurança de prisioneiros capturados por Israel

Várias facções palestinianas responsabilizam Israel pelas vidas de 4 presos capturados. As forças israelitas, que bombardearam Gaza, reprimiram protestos a favor dos presos e contra a ocupação na Cisjordânia.

Um paramédico e um outro homem levam um rapaz palestiniano do local dos confrontos entre palestinianos e tropas israelitas, depois de uma manifestação na localidade de Beita, província de Nablus, na Margem Ocidental ocupada, no dia 10 de Setembro de 2021 
Um paramédico e um outro homem levam um rapaz palestiniano do local dos confrontos entre palestinianos e tropas israelitas, depois de uma manifestação na localidade de Beita, província de Nablus, na Margem Ocidental ocupada, no dia 10 de Setembro de 2021 Créditos / PressTV

Em comunicado, a Jihad Islâmica, avisou que Israel é inteiramente responsável pelas vidas de Yaqoub Qadri, de 48 anos, e de Mahmoud Abdullah Ardah, de 45 anos, cuja captura, na cidade de Nazaré, foi anunciada ontem pelas forças israelitas.

Já este sábado, foi anunciada a captura de outros dois dos seis presos que na segunda-feira passada conseguiram escapar da prisão de alta segurança israelita de Gilboa.

Por seu lado, o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) enalteceu os presos, sublinhando que a sua captura não irá «vergar a sua vontade». «Um dia serão livres fora das cadeias», disse Abdul Latif al-Qanou, representante do Hamas.

Também a Fatah responsabilizou Israel pela vida dos prisioneiros palestinianos, tendo alertado para as consequências de «lhes fazer mal», informa a PressTV. Num comunicado, o movimento de resistência pediu à comunidade internacional e a organizações humanitárias que protejam os prisioneiros palestinianos nas cadeias israelitas.

Tal como os movimentos de resistência, a Comissão dos Assuntos dos Presos e ex-Presos Palestinianos considerou Telavive inteiramente responsável pelas vidas dos prisioneiros.

O presidente da comissão, Qadri Abu Bakr, disse à imprensa local que a sua captura não vai enfraquecer a moral e a determinação dos reclusos palestinianos dentro dos cárceres israelitas.

Presos preparam novos protestos perante repressão israelita

Num comunicado conjunto, o organismo referido e a Sociedade dos Presos Palestinianos (SPP) anunciaram que, em virtude das diversas medidas punitivas adoptadas pelos serviços prisionais israelitas contra os reclusos palestinianos após a fuga de seis prisioneiros da cadeia de Gilboa, os presos preparam acções de protesto na próxima semana, que passam por boicotes e por greves de fome por turnos.

Inúmeros protestos e forte repressão na Cisjordânia ocupada

Depois de ser anunciada a captura pelas forças israelitas de quatro dos foragidos de Gilboa, entre sexta-feira à noite e esta madrugada, houve mobilizações e confrontos em vários pontos da Margem Ocidental, nomeadamente nas províncias de Jenin e Belém, refere a agência WAFA.

Estes protestos seguiram-se a uma intensa jornada de mobilização ao longo de sexta-feira, no decorrer da qual pelo menos um palestiniano foi morto a tiro, na Cidade Velha de Jerusalém.

O médico Hazem Joulani foi atingido pelas forças israelitas perto da Bab al-Majlis, um dos principais pontos de acesso à mesquita de al-Aqsa, deixando-o ferido em estado crítico e impedindo depois que fosse assistido no local, segundo revela a WAFA.

Em solidariedade com os presos, contra os colonatos e a ocupação, realizaram-se mobilizações nas imediações de Qalqiliya, onde as forças israelitas feriram pelo menos quatro pessoas com balas de borracha, enquanto dezenas sofreram problemas respiratórios devido à intensidade do gás lacrimogéneo lançado.

Protestos semelhantes verificaram-se nas províncias de Tulkarem, Jenin e al-Khalil (Hebron), onde os palestinianos foram igualmente atacados com balas de borracha e gás lacrimogéneo.

Nas mobilizações, os manifestantes exibiram fotografias dos presos que escaparam da cadeia de Gilboa, mostraram bandeiras da Palestina e gritaram palavras de ordem contra o «regime sionista».

Na província de Nablus, o Crescente Vermelho palestiniano registou 174 palestinianos feridos em confrontos com as forças de ocupação.

Faixa de Gaza novamente bombardeada

Esta madrugada, aviões israelitas atacaram vários pontos no enclave costeiro cercado, com os militares israelitas a justificarem a agressão, em comunicado, como resposta a um rocket disparado de Gaza para os territórios ocupados em 1948, actual estado de Israel.

De acordo com a WAFA e a PressTV, os ataques ao sul, centro e norte do enclave provocaram danos mas não vítimas.

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