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|Polónia

Netanyahu não foi a Auschwitz, mas o Governo polaco queria ignorar os seus crimes

O Governo da Polónia, signatário do Tribunal Penal Internacional, tinha concedido um salvo-conduto ao primeiro-ministro israelita, alvo de um mandado de prisão em Haia, para este participar nas comemorações pela libertação de Auschwitz.

Há 80 anos, o campo de concentração nazi era libertado pelas tropas soviéticas e há cerca de 20 dias o Governo polaco, responsável pelas comemorações, concedeu um salvo-conduto a Benjamin Netanyahu caso este comparecesse. O primeiro-ministro israelita, acusado de crimes de guerra e contra a humanidade, pelo genocídio do povo palestiniano, tem um mandado de prisão emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) no passado mês Novembro.

A garantia de que estaria livre e seguro durante uma possível visita à Polónia foi uma rara demonstração de convergência entre o presidente Andrzej Duda e o primeiro-ministro, Donald Tusk. Com algumas semanas de antecedência dos eventos do aniversário, Duda cita «circunstâncias absolutamente extraordinárias» para  justificar a decisão que contraria o compromisso do país europeu com o Tribunal, do qual é signatário e fundador.

Netanyahu, de facto, não apareceu nas comemorações, como já havia comunicado ao Times of Israel logo após receber o salvo-conduto. Assim, a Polónia não chegou a infringir a lei internacional de executar o mandado de prisão, como afirma Piotr Hofmanski, o juiz polaco ex-presidente do TPI que tem sido crítico a decisão do salvo-conduto.

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