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Mobilização mundial pelo fim do bloqueio contra Cuba

Angola, Canadá, Brasil, França, Suécia, Rússia, Irlanda e Portugal são alguns dos 60 países onde este fim-de-semana decorreram iniciativas pelo fim do criminoso bloqueio dos EUA contra Cuba. 

Imagem da caravana em Ottawa, no Canadá Créditos / Prensa Latina

Inúmeras personalidades e organizações políticas e de solidaridade de vários pontos do planeta protagonizaram este sábado e domingo um amplo programa de apoio à maior ilha das Antilhas, numa iniciativa denominada «Pontes de Amor». 

A caravana mundial a exigir o fim do embargo económico, comercial e financeiro imposto pelos EUA a Cuba nasceu há cerca de nove meses em Miami. Desde então, tem-se realizado no último domingo de cada mês e vem somando cada vez mais participantes. Recorde-se que, também em 2020, o aumento das sanções contra Cuba levou mais de 130 organizações progressistas nos EUA a juntarem-se para defender o levantamento do embargo.

As acções deste fim-de-semana arrancaram em países como a França, Rússia, Suécia, Suíça, Irlanda, Angola e Namíbia, repartidas entre concentrações, marchas, caravanas automóveis e de bicicletas, e outras iniciativas solidárias com o fim de alertar a população mundial para os impactos causados na economia cubana por cerca de 60 anos de um criminoso bloqueio.

Em Portugal, a Associação de Amizade Portugal-Cuba apresentou uma moção de repúdio pelo «ignóbil» embargo, assumindo o compromisso de continuar a lutar contra ele e manifestando a sua solidariedade para com o povo cubano e a sua Revolução, que no passado mês de Janeiro cumpriu 62 anos. 

Através da sua conta no Twitter, o presidente da República de Cuba, Miguel Díaz-Canel, agradeceu o apoio dos compatriotas na diáspora e dos amigos de diferentes nacionalidades, salientando que estavam ligados na «luta pela justiça». 

A poucos dias de abandonar a presidência dos EUA, a administração de Donald Trump endureceu as sanções contra o governo cubano, ao voltar a incluir Cuba na lista de países considerados apoiantes do terrorismo.

Não obstante as dificuldades impostas pelo bloqueio norte-americano, Cuba tem-se destacado pelos avanços científicos e pela solidariedade. No âmbito da luta contra o novo coronavírus, já enviou mais de 3700 profissionais de saúde para 35 países. 

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