Em Maldonado, no Uruguai, foi inaugurada no dia 28 a Casa da Solidariedade com Cuba, com sede no centro sociocultural La Fábrica, onde serão reforçadas as acções de apoio à maior ilha das Antilhas, nomeadamente recolha de fundos e entrega de medicamentos, materiais médicos e outros, visando abrir fendas no bloqueio e ajudar o país a resistir.
Os 73 anos da gesta do 26 de Julho e o centenário do nascimento de Fidel Castro serviram ali de base a uma jornada de evocação histórica e de reafirmação do apoio à Revolução Cubana no presente, no âmbito da campanha uruguaia de solidariedade com o país antilhano, em que se juntam partidos, sindicatos, organizações sociais e pessoas a título individual.
Ignacio Bardesio, membro do Comité Central do Partido Comunista do Uruguai, destacou os laços históricos que unem os dois países, bem como os ideais partilhados entre os seus «fundadores», José Artigas e José Martí.
Bardesio também evocou momentos importantes da história comum, sobretudo as visitas de Fidel Castro ao Uruguai, a doação que Cuba fez de dois milhões de vacinas numa epidemia de hepatite B e a iniciativa cubana que permitiu que mais de 120 mil uruguaios recuperassem a visão.
Resistência face a um bloqueio intensificado
No encontro que teve lugar na capital do departamento de Maldonado, interveio também uma emigrante cubana, Yeline Sánchez, que destacou o facto de no seu país se terem mantido as conquistas sociais, mesmo num contexto de hostilidade por parte dos Estados Unidos.
Sobre as dificuldades que a Ilha hoje enfrenta, disse que se trata de um «genocídio», que resulta da «guerra cruel e criminosa» imposta por Washington.
Por seu lado, Freddy González, representante da embaixada cubana em Montevideu, denunciou que o governo de Donald Trump intensifica os mecanismos do bloqueio e inventa pretextos para continuar a sua política de asfixia do povo, refere a Prensa Latina.
O diplomata, que analisou o historial de agressões de Washington – como a inclusão do país caribenho numa lista unilateral de estados apontados como colaboradores do terrorismo –, sublinhou a «tentativa flagrante de demonizar Cuba» por parte de Marco Rubio e afins, pretendendo «obviar o facto de Cuba ter sido vítima de terrorismo de Estado perpetrado pela potência do Norte há mais de 60 anos».
Em Vienciana, amizade reforçada com a Ilha
No campus da Academia Nacional de Política e Administração Pública do Laos celebrou-se uma acção de solidariedade com Cuba, no âmbito da qual a embaixadora do país caribenho em Vienciana, Enna Viant, proferiu a conferência «A situação e as estratégias para enfrentar os desafios da República de Cuba».
A cerimónia, realizada no dia 28, teve por base as comemorações do Dia da Rebeldia Nacional (26 de Julho) e o centenário do líder histórico da Revolução, Fidel Castro, tendo-se centrado no papel da liderança de Fidel e na «trajectória histórica corajosa, decidida e firme para defender a independência, a soberania e a integridade territorial do país», indica a fonte.
Com a diplomata cubana estiveram Khamphai Malasing, membro do Comité Permanente do Partido Popular Revolucionário do Laos e dirigente da Faculdade de Socialismo Científico na academia referida, e o presidente da Associação de Amizade Laos-Cuba, Chaleun Yiapaoher.
Chaleun reafirmou o objectivo de fortalecer a «amizade histórica, a solidariedade e os laços tradicionais entre ambos os partidos, estados e povos dos Laos e Cuba».
As iniciativas de dia 28 no Uruguai e no Laos são duas das muitas que têm decorrido pelo mundo fora, sob diferentes formas, para reafirmar a solidariedade com Cuba e, na maioria dos casos, levar a cabo acções concretas de apoio que permitam rachar o muro do bloqueio e ajudar a minorar os impactos deste na vida quotidiana do povo cubano.
São disso exemplo múltiplas iniciativas no Brasil, Itália, Espanha, Chile, Argentina, Índia, Paquistão, País Basco, Catalunha, Galiza, Suécia, França e México, entre outras.
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