Sheinbaum reafirmou esta quarta-feira, em conferência de imprensa, que o seu país continuará a enviar petróleo para Cuba, de modo a mitigar os obstáculos impostos pelo cerco económico, comercial e financeiro dos Estados Unidos, vigente há mais de seis décadas.
A decisão reitera a solidariedade do país latino-americano para com o povo cubano, que enfrenta uma grave crise energética. «Se o México puder ajudar a criar melhores condições para Cuba, estaremos sempre presentes. É uma relação com o povo cubano em circunstâncias muito difíceis», declarou a chefe de Estado, sublinhando que o fornecimento de crude é realizado «tanto por contrato como por razões humanitárias».
A presidente mexicana destacou a natureza e o impacto do bloqueio, que tem vindo a intensificar as sanções contra os países que apoiam Cuba. «Não se pode importar e exportar livremente, por isso as condições para o desenvolvimento de um país são muito difíceis», referiu Sheinbaum, citada pela TeleSur.
Recordou ainda que o México se opôs historicamente a esta medida de coerção, que é condenada pela grande maioria dos países na Assembleia Geral das Nações Unidas. «Quando há um bloqueio extremo, as pessoas sofrem, e o México sempre se mostrou solidário», acrescentou a presidente.
Solidariedade e fraternidade face ao bloqueio
Sheinbaum criticou a direita mexicana que questiona o envio de petróleo para Cuba, tendo referido que se trata de uma quantidade mínima da produção total de crude do país e que responde a um princípio de fraternidade.
«O que se envia é muito pouco, mas é um gesto de solidariedade», tendo em conta «a situação de dificuldade que um povo está a viver», afirmou.
A chefe de Estado – indica a fonte – realçou que o México é um país fraterno e que, da mesma forma que recebe solidariedade internacional em tempos de crise, tem a obrigação moral de retribuir.
Sheinbaum frisou que a essência do povo mexicano é a solidariedade para com aqueles que enfrentam dificuldades, afirmando que o seu governo estará sempre disposto a criar melhores condições para Cuba.
Neste contexto, defendeu a exportação de crude para a ilha como um acto de autodeterminação face às pressões externas.
De acordo com os dados divulgados em Setembro último pelo Ministério cubano dos Negócios Estrangeiros, só entre 1 de Março de 2024 e 28 de Fevereiro de 2025 o bloqueio imposto pelos EUA à Ilha provocou danos e prejuízos materiais estimados em mais de 7,5 mil milhões de dólares.
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