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Marchas pela Liberdade inundam Barcelona em dia de greve geral

As marchas, que partiram há 3 dias de cinco pontos do território catalão, chegaram à capital autonómica esta sexta-feira, dia de greve geral em protesto contra a sentença do Supremo espanhol.

As Marchas pela Libberdade unidas numa grande marcha unitária de protesto contra a sentença do Supremo espanhol e em defesa do direito de autodeterminação
As Marchas pela Libberdade unidas numa grande marcha unitária de protesto contra a sentença do Supremo espanhol e em defesa do direito de autodeterminação Créditos / Twitter

Promovidas pela Òmnium Cultural e Associação Nacional Catalã, as «Marchas pela Liberdade» partiram dia 16 de Tàrrega, Tarragona, Berga, Vic e Girona, todas a cerca de 100 quilómetros de Barcelona, e foram engordando pelo caminho.

As cinco colunas, a que se juntou uma sexta, organizada a partir de Castelldefels pelos Comités de Defesa da República (CDR), chegaram à capital catalã por volta do meio-dia, tendo como propósito «reclamar a libertação dos presos políticos, defender o direito à autodeterminação e manifestar o repúdio pela repressão», segundo refere o portal elnacional.cat.

Em dia de greve geral, convocada pela Intersindical-Comissão Sindical Catalã (CSC) e pela Intersindical Alternativa da Catalunha (IAC), as centenas de milhares de pessoas que engrossam as «marchas pela liberdade» irão dirigir-se para os Jardinets de Gràcia, de onde parte, às 17h, uma manifestação unitária.

Jornada histórica de protesto e greve geral

As mobilizações de protesto arrancaram na passada segunda-feira no território da Catalunha, depois de o Supremo Tribunal espanhol ter condenado, pela alegada prática dos crimes de sedição, malversação de fundos e desobediência, 12 dirigentes catalães ligados à organização do referendo sobre a autodeterminação da Catalunha, que teve lugar a 1 de Outubro de 2017.

No total, os membros de associações, do Parlament e do Govern são condenados a quase 100 anos de cadeia, sendo a pena de prisão efectiva mais elevada para o ex-vice-presidente do governo autonómico, Oriol Junqueras, condenado a 13 anos.

A greve convocada para hoje insere-se nas acções e mobilizações de protesto que têm tido lugar no território (e fora dele). Ainda não há dados definitivos, mas, segundo a Intersindical-CSC, a paralisação está ser «um êxito rotundo», com os dados parciais a apontarem para uma adesão superior à da greve geral de 3 de Outubro de 2017, logo a seguir à realização do referendo (83%).

De acordo com a CSC, destaca-se a grande adesão em sectores como o ensino, os meios de comunicação, a saúde e a administração local. Os transportes também foram afectados, estando os serviços portuários parados e havendo inúmeros voos cancelados, e, nas ruas, o ambiente, de manhã, parecia de um domingo, com as lojas fechadas, refere o elnacional.cat.

A greve geral coincide ainda com greve de três dias convocada pelo movimento estudantil catalão, que desde quarta-feira apelou ao boicote às aulas em protesto contra a sentença do Supremo espanhol. Hoje, os universitários vão juntar-se à manifestação unitária, à qual o Sindicato de Estudantes dos Países Catalães (SEPC) deu apoio total.

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