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Mais dois massacres na Colômbia, a cinco dias das eleições

Na terça-feira, foram perpetrados dois massacres, num dos quais foi assassinada uma dirigente social. A Procuradoria alertou para a probabilidade de mais acções violentas no período que antecede as eleições.

Créditos / aa.com.tr

Na sua conta de Twitter, o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento e a Paz (Indepaz) revelou ontem que, na terça-feira, a cinco dias das eleições presidenciais na Colômbia, foram perpetrados dois massacres no país, com um saldo de sete vítimas mortais, três delas menores de idade.

No município de Chaparral (departamento de Tolima), um grupo de homens armados entrou em casa da conhecida dirigente social Elizabeth Mendoza, de 36 anos, presidente da Junta de Acção Comunal de Calamara Tetuán, e matou-a a tiro.

O marido, Marco Tulio Molina, de 51 anos, um filho de 16 anos e um sobrinho também foram mortos.

O Comité Permanente pela Defesa dos Direitos Humanos no departamento de Tolima condenou o assassinato da dirigente social e o massacre, o 44.º perpetrado este ano na Colômbia.

«Toda esta tragédia humanitária e crimes contra a humanidade ocorrem perante a incapacidade e o olhar indolente dos governos municipais, departamentais e nacional», destacou em comunicado.

De acordo com os dados recolhidos pelo Indepaz, em 2022, foram assassinados no país 79 dirigentes sociais e defensores dos direitos humanos, bem como 21 ex-guerrilheiros das FARC-EP que subscreveram o acordo de paz de Novembro de 2016.

Além disso, o organismo regista a ocorrência de 44 massacres, com um saldo de pelo menos 158 vítimas mortais. O segundo referido esta quarta-feira teve lugar em Santa Marta, capital do departamento de Magdalena.

Beatriz Lizarazo, uma professora de origem venezuelana de 32 anos, e os seus dois filhos, com cinco e oito anos, foram encontrados sem vida e sinais de violência com arma branca.

O Indepaz relaciona o facto com um contexto de risco associado à presença de grupos armados ilegais que disputam o controlo de territórios e as «dinâmicas» do narcotráfico.

Embora a violência na Colômbia assuma um carácter estrutural, a Procuradoria alertou para a probabilidade de um aumento de acções violentas contra dirigentes sociais no período que antecede as eleições presidenciais.

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