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Luís Seoane contra Franco ou as «13 estampas da traizón» exibidas em Compostela

O Pazo de Fonseca acolhe até 30 de Outubro a exposição sobre as «13 estampas da traizón», primeiro álbum de desenhos do antifascista galego Luís Seoane, publicado em plena guerra civil.

Capa do álbum de desenhos de Luís Seoane
Capa do álbum de desenhos de Luís Seoane Créditos / fundacionluisseoane.gal

Nascido em Buenos Aires (1910), filho de emigrantes galegos, Seoane veio ainda criança para à Galiza, mas, com o golpe fascista de Julho de 1936, acabou por exilar-se na cidade natal, onde viria a publicar as «estampas».

As 13 estampas da traizón «são desenho militante, arte de agitação e propaganda, comunicação esteticamente relevante em prol da II República em plena Guerra Civil», afirma-se no portal sermosgaliza.gal a propósito da inauguração, no passado dia 11, da exposição agora patente no salão do Artesoado do Pazo de Fonseca, em Compostela.

Sobre a mostra, organizada pela Universidade de Santiago de Compostela e a Fundación Luís Seoane, este último organismo diz que se trata de um «projecto expositivo que gira em redor do álbum de desenhos homónimo de Luís Seoane, uma obra que fez parte das edições pertencentes à campanha de propaganda no exterior levadas a cabo pela II República durante a Guerra Civil espanhola».

O álbum é composto por «13 desenhos do artista galego, 14 com a capa, em que este denuncia os responsáveis do golpe de Estado de 1936 e evidencia a situação sofrida pela população civil por causa do conflito e da repressão posteriores», refere ainda a Fundação.

A exposição aborda igualmente as influências que o trabalho de artistas como George Grosz ou Frans Masereel tiveram em Seoane no momento de criar o álbum, que surge contextualizado «através de uma exaustiva selecção bibliográfica, documental e plástica», revela a mesma fonte, destacando que será também apresentada a adesão de outros criadores à causa republicana, como Castelao ou Maruja Mallo.

«Esta exposição ajuda a visibilizar e recuperar a nossa silenciada memória histórica, neste caso referente à Guerra Civil de 1936», explica a associação cultural O Galo, citada pelo sermosgaliza.gal.

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