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Venezuela com maior crescimento económico do que a Argentina do «liberal» Miliei

De acordo com dados preliminares da Comissão Económica para a América Latina e o Caribe (Cepal), uma das cinco comissões regionais da ONU, a Venezuela, mesmo debaixo de sanções, deverá ter um crescimento de 6,5%, enquanto o «milagre liberal» argentino deverá materializar um crescimento de apenas 4,3%.

Dezenas de milhares de pessoas saíram às ruas na Venezuela para demonstrar o seu compromisso com a revolução bolivariana, integrandos as milícias de defesa da nação, em face às ameaças do Governo dos Estados Unidos da América. Numa conferência de imprensa realizada no dia 2 de Setembro, Donald Trump anunciou ter destruído um barco de droga com bandeira venezuelana. Caracas, 29 de Agosto de 2025 
CréditosMiguel Gutierrez / EPA

No seu último relatório de 2025, a Cepal demonstrou a narrativa que Ocidente procurou criar em torno da «tenebrosa» Venezuela e do «milagre» de Milei. De acordo com o documento, o país liderado por Nicolás Maduro terá um crescimento de 6,5% no PIB, ficando apenas abaixo dos 15,2% da Guiana. 

Os dados, apesar de justificados pela contracção que se verificou no país, impressionam dado o cerco de sanções que está montado em torno da Venezuela, particularmente se tivermos em conta que para a Argentina governada por Javier Milei está previsto um crescimento de 4,3%, mesmo com todo o auxílio do bloco imperialista. 

O relatório, intitulado Visão geral preliminar das economias da América Latina e do Caribe destaca o facto da Venezuela enfrentar há 10 anos um bloqueio dos Estados Unidos que limita as vendas dos seu principal produto, o petróleo, algo que os argentinos não enfrentaram. 

Para se ter uma ideia, as sanções americanas tiveram um impacto de 642 mil milhões de dólares no PIB venezuelano entre os anos de 2015 a 2022. Este elemento ganha particular importância pelo tipo de abordagem económica de cada país, Por um lado explica que os EUA são particularmente hostis a países que defendem a sua soberania e os seus interesses e, por outro, demonstram que a abordagem neoliberal aplicada na argentina não passa de um esquema para empobrecer a população e saquear recursos públicos.

Para ilustrar os despenho económico, a Cepal afirma mesmo que a insegurança alimentar entre crianças argentinas é, actualmente, «um problema estrutural». Segundo o mesmo, em 2024 registaram-se 4,3 milhões de crianças a viver em situação de insegurança alimentar, ou seja, enfrentam falta de qualidade e redução na quantidade de alimentos. Isso significa que, em 2024, cerca de 35,5% das crianças na Argentina, enfrentaram insegurança alimentar moderada e 16,5% grave.

Já a Venezuela, além do crescimento esperado, está a conseguir combater a desnutrição, tendo conseguido baixar esta taxa em 11,7% entre 2022 e 2024, tirando 3,3 milhões de pessoas da fome. Mesmo com 10 milhões de pessoas a menos e 1 042 sanções contra o sistema económico e político. 

Importa lembrar que, a par do fraco registo económico argentino e a nefasta política de privatizações que Milei levou a cabo, os EUA ajudaram a Argentina a financiar pagamento de dívida de 725 milhões de euros ao FMI, o que ajuda salientar que, afinal, o projecto liberal está a representar um mero fracasso. 
 

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