A Praça Tiananmen, na capital chinesa, será palco de uma parada militar no próximo dia 3 de Setembro, no âmbito das comemorações do 80.º aniversário da vitória na Guerra de Resistência do Povo Chinês contra a Agressão Militar Japonesa e na Guerra Antifascista Mundial.
A parada militar, em que o presidente chinês, Xi Jinping, irá discursar, «pretende sinalizar que o país defende a paz e defenderá firmemente a justiça e a equidade internacionais», referiu recentemente um responsável pela organização do evento.
Esta quinta-feira, em conferência de imprensa, Hong Lei, ministro-adjunto dos Negócios Estrangeiros, chamou a atenção para «as mudanças e turbulências» que marcam a actual situação internacional, com «o défice de paz […] a aumentar».
Neste sentido, frisou que «recordar a história, homenagear os heróis caídos, valorizar a paz e criar um futuro melhor» é o tema das comemorações.
«Trabalharemos para a construção de uma comunidade com um futuro partilhado para a humanidade e contribuiremos para a nobre causa da paz e do desenvolvimento mundial», declarou, citado pela Xinhua.
Chefes de Estado e de governo e outros representantes internacionais presentes
Na ocasião, o representante do Ministério chinês dos Negócios Estrangeiros disse que 26 chefes de Estado e governo estarão presentes na cerimónia, a convite do presidente chinês.
Entre os convidados, contam-se o presidente da Rússia, Vladimir Putin; o dirigente máximo da República Popular Democrática da Coreia, Kim Jong Un; o presidente do Vietname, Luong Chuong; o presidente do Laos, Thongloun Sisoulith; o rei do Camboja, Norodom Sihamoni; o presidente da Indonésia, Prabowo Subianto, e o primeiro-ministro da Malásia, Anwar Ibrahim.
Também foram confirmadas as presenças dos presidentes de Cuba, Miguel Díaz-Canel; Bielorrússia, Alexander Lukashenko; Mongólia, Ukhnaa Khurelsukh; Irão, Masoud Pezeshkian, e Sérvia, Aleksandar Vucic.
Os primeiros-ministros da Eslováquia, Paquistão, Nepal e Arménia e os presidentes do Azerbaijão, Congo, Zimbabwe, Cazaquistão, Uzbequistão, Quirguistão e Tajiquistão também assistirão às cerimónias, entre outros.
Além disso, disse Hong Lei, chegarão à capital chinesa para participar no eventos comemorativo, a convite do governo, chefes de parlamentos, vice-primeiros-ministros, representantes de alto nível de vários países, como Brasil, Nicarágua, Argélia, Venezuela, Egipto, Bulgária, Timor-Leste ou República da Coreia.
Estarão ainda presentes no evento altos representantes de organizações internacionais e antigos governantes.
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