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Israel prendeu 16 500 menores palestinianos desde o ano 2000

Cerca de 16 500 menores palestinianos foram presos pelas forças de ocupação israelitas desde o início da Segunda Intifada, em 28 de Setembro de 2000.

Guardas israelitas detêm um jovem palestiniano durante uma manifestação na entrada principal do complexo de mesquitas de Al-Aqsa. Jerusalém, Palestina, 17 de Julho de 2017
Guardas israelitas detêm um jovem palestiniano durante uma manifestação na entrada principal do complexo de mesquitas de Al-Aqsa. Jerusalém, Palestina, 17 de Julho de 2017CréditosAhmad Gharabli / AFP / Getty Images

A conclusão pertence a um estudo promovido por Abdul-Naser Farwana, ex-preso palestiniano e investigador da Comissão de Assuntos dos Presos e ex-Presos Palestinianos.

De acordo com o relatório citado pelo Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente (MPPM), entre 2000 e 2010 registaram-se anualmente cerca de 700 casos de detenção de menores, tendo o número disparado para 1250 nos últimos oito anos.

Segundo Farwana, todos os factos e estatísticas confirmam que há uma sistemática política de detenção de menores palestinianos e que o número de menores detidos aumentou de forma constante desde 2000, e de forma expressiva desde 2011.

O investigador palestiniano revela ainda que cerca de 50 000 menores palestinianos foram presos pelas forças israelitas desde 1967, quando Israel ocupou os territórios palestinianos da Faixa de Gaza, Cisjordânia e Jerusalém Oriental.

Em Março de 2018, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) denunciava o ferimento de mais de mil crianças na Faixa de Gaza, no âmbito dos protestos da Grande Marcha do Retorno. A organização alertava então para a gravidade dos ferimentos, «alguns dos quais resultaram em amputações».

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