De acordo com os dados facultados pelo Ministério da Saúde e pelos hospitais, a que a agência Wafa teve acesso, a agressão israelita provocou até ao momento oito mortos e 50 feridos entre os palestinianos, dez dos quais se encontram em estado grave.
Segundo revela a Wafa, três das vítimas mortais faleceram durante os bombardeamentos aéreos israelitas que precederam a entrada de cerca de 150 viaturas militares e escavadoras em Jenin.
A operação em curso pode durar dias, semanas ou meses, indicaram fontes militares israelitas à imprensa, que informa que as forças de ocupação se situaram em pontos-chave da cidade e que, nas próximas horas, poderão começar a invadir várias casas, em busca de elementos da resistência.
Governo palestiniano e forças da resistência condenam ofensiva
Nabil Abu Rudeineh, porta-voz da Presidência, afirmou em comunicado que a operação em curso do governo israelita contra Jenin e o seu campo de refugiados «é um novo crime de guerra contra o nosso povo indefeso».
Sublinhando que o povo palestiniano não se irá render e irá continuar firme na sua terra face à «brutal agressão», Abu Rudeineh disse que «os crimes cometidos pelo governo da ocupação e os seus colonos terroristas não lhes trazem mais segurança e estabilidade».
Por seu lado, o movimento da Jihad Islâmica Palestiniana disse que Jenin não se irá render e que «os nossos combatentes estão determinados a enfrentar a entidade sionista».
Já a Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP) afirmou que «a agressão sionista contra Jenin e os crimes da ocupação irão apenas reforçar a determinação e firmeza do nosso povo para prosseguir a resistência».
Em comunicado, a FPLP apelou à população das aldeias e cidades vizinhas para que se junte ao povo de Jenin, «para repelir esta agressão terrorista».
Por seu lado, Monther al-Hayek, representante da Fatah, saudou o povo de Jenin que está a fazer frente à «bárbara agressão lançada pelo governo terrorista dos sionistas».
Al-Hayek disse que a ocupação israelita se engana sobre a capacidade de fazer quebrar o espírito da resistência, por via do terror e das incursões, e pediu ao povo palestiniano que tenha cautela, «porque o inimigo é insidioso, e o seu objectivo é matar, destruir e sabotar».
Contribui para uma boa ideia
Desde há vários anos, o AbrilAbril assume diariamente o seu compromisso com a verdade, a justiça social, a solidariedade e a paz.
O teu contributo vem reforçar o nosso projecto e consolidar a nossa presença.
Contribui aqui