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|Palestina

Israel lança grande operação militar contra Jenin

Forças terrestres e aéreas israelitas iniciaram, esta madrugada, uma das maiores operações militares na Cisjordânia ocupada, centrada na cidade de Jenin e no seu campo de refugiados.

Colunas de fumo erguem-se de casas no campo de refugiados de Jenin, na Cisjordânia ocupada, a 3 de Julho de 2023   Créditos / Al Mayadeen

De acordo com os dados facultados pelo Ministério da Saúde e pelos hospitais, a que a agência Wafa teve acesso, a agressão israelita provocou até ao momento oito mortos e 50 feridos entre os palestinianos, dez dos quais se encontram em estado grave.

Segundo revela a Wafa, três das vítimas mortais faleceram durante os bombardeamentos aéreos israelitas que precederam a entrada de cerca de 150 viaturas militares e escavadoras em Jenin.

A operação em curso pode durar dias, semanas ou meses, indicaram fontes militares israelitas à imprensa, que informa que as forças de ocupação se situaram em pontos-chave da cidade e que, nas próximas horas, poderão começar a invadir várias casas, em busca de elementos da resistência.

Governo palestiniano e forças da resistência condenam ofensiva

Nabil Abu Rudeineh, porta-voz da Presidência, afirmou em comunicado que a operação em curso do governo israelita contra Jenin e o seu campo de refugiados «é um novo crime de guerra contra o nosso povo indefeso».

Sublinhando que o povo palestiniano não se irá render e irá continuar firme na sua terra face à «brutal agressão», Abu Rudeineh disse que «os crimes cometidos pelo governo da ocupação e os seus colonos terroristas não lhes trazem mais segurança e estabilidade».

Por seu lado, o movimento da Jihad Islâmica Palestiniana disse que Jenin não se irá render e que «os nossos combatentes estão determinados a enfrentar a entidade sionista».

Já a Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP) afirmou que «a agressão sionista contra Jenin e os crimes da ocupação irão apenas reforçar a determinação e firmeza do nosso povo para prosseguir a resistência».

Em comunicado, a FPLP apelou à população das aldeias e cidades vizinhas para que se junte ao povo de Jenin, «para repelir esta agressão terrorista».

Por seu lado, Monther al-Hayek, representante da Fatah, saudou o povo de Jenin que está a fazer frente à «bárbara agressão lançada pelo governo terrorista dos sionistas».

Al-Hayek disse que a ocupação israelita se engana sobre a capacidade de fazer quebrar o espírito da resistência, por via do terror e das incursões, e pediu ao povo palestiniano que tenha cautela, «porque o inimigo é insidioso, e o seu objectivo é matar, destruir e sabotar».

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