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|Palestina

Israel matou 21 700 estudantes e docentes palestinianos desde Outubro de 2023

Fontes oficiais palestinianas denunciaram a violação do direito à educação e revelaram que, nos últimos 33 meses, o número de estudantes e professores mortos por Israel nos territórios ocupados ascende a 21 701.

Escola bombardeada por Israel em Khan Younis, no Sul da Faixa de Gaza (imagem de arquivo) Créditos / PressTV

O Ministério palestiniano da Educação e do Ensino Superior denunciou, esta terça-feira, que a ocupação sionista continua a violar o direito à educação. Nesse contexto, informou que, desde o início da ofensiva genocida contra a Faixa de Gaza, em Outubro de 2023, 20 647 estudantes e 1054 docentes foram mortos no enclave costeiro e na Margem Ocidental ocupada.

No seu mais recente relatório, a que a Wafa faz referência, a tutela precisa que as forças israelitas mataram 20 480 estudantes (de todos os níveis de ensino) na Faixa de Gaza e 167 na Cisjordânia ocupada.

No mesmo período, 31 436 estudantes ficaram feridos como resultado dos ataques da ocupação em Gaza, enquanto na Margem Ocidental 1139 ficaram feridos e 908 foram detidos.

No que respeita aos docentes, a tutela palestiniana registou 1048 mortos e 4784 feridos no enclave costeiro. Já Cisjordânia ocupada, as forças israelitas mataram seis docentes, feriram 25 e prenderam 171.

As autoridades palestinianas reportam ainda a destruição total de 63 edifícios universitários e de 179 escolas governamentais na Faixa de Gaza, bem como danos de monta em 105 escolas geridas pela agência da ONU para os refugiados palestinianos (UNRWA), na sequência de bombardeamentos da ocupação.

No que respeita à Margem Ocidental ocupada, o texto precisa que, nesse período de 33 meses, nove universidades foram alvo de actos de vandalismo e de rusgas sucessivas, bem como os ataques em curso a múltiplas escolas e a estudantes palestinianos, levados a cabo por colonos judeus extremistas.

«Escolasticídio»

Numa nota que emitiu em Setembro de 2024 – «Escolasticídio em Gaza: como Israel quer matar o futuro da Palestina» –, o Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente (MPPM) sublinhava que aquilo que está a acontecer na Faixa de Gaza «é um escolasticídio».

Em Agosto de 2025, o mesmo organismo alertava novamente, em «Genocídio na Educação: mais de 18 000 estudantes assassinados por Israel», que «a educação de toda uma geração está irremediavelmente comprometida».

«Com 95% da infra-estrutura educacional destruída, mais de 660 mil crianças – quase toda a população em idade escolar de Gaza – ficaram fora do sistema de ensino», sublinhou o texto, acrescentando que «muitas escolas anteriormente administradas pela ONU estão agora a ser usadas como abrigos para pessoas deslocadas mas são alvo sistemático dos bombardeamentos israelitas».

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