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Israel e «coligação internacional» convergem para os mesmos objectivos

O Ministério sírio dos Negócios Estrangeiros voltou a acusar Israel de apoiar o terrorismo e criticou fortemente os EUA e a aliança militar que lidera, pelas agressões contínuas contra o país árabe.

A chamada «coligação internacional» liderada pelos EUA é reiteradamente acusada de massacrar a população civil na Síria (foto de arquivo)
A chamada «coligação internacional» liderada pelos EUA é reiteradamente acusada de massacrar a população civil na Síria (foto de arquivo)Créditos / Sputnik News

Em missivas enviadas ao secretário-geral das Nações Unidas e ao Conselho de Segurança deste organismo, as autoridades sírias denunciam que «os aviões da coligação ilegal liderada pelos EUA continuam a perpetrar crimes brutais contra civis» em território sírio.

No texto, sublinha-se que os ataques repetidos desta coligação «completam o ciclo de agressão à soberania, unidade e integridade territorial da Síria», que, nos seus propósitos, coincidem com «as sucessivas agressões levadas a cabo por Israel», lê-se no texto, citado pela agência SANA.

As cartas foram enviadas na sequência de mais um ataque da chamada «coligação internacional» na província de Deir ez-Zor. O bombardeamento da aldeia de al-Safa, que na passada sexta-feira provocou mais de 30 mortos entre a população civil, «reflecte o desrespeito dos EUA pelos valores humanitários e o seu desprezo pelo direito internacional», denunciam as autoridades sírias.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros critica ainda o silêncio de alguns países e organizações internacionais sobre os «massacres» cometidos pela referida «coligação internacional», que é revelador da «hipocrisia e dos dois pesos e duas medidas», bem «conhecidos pelos povos do mundo».

Igualmente visado é o ataque realizado por Israel, na madrugada de sexta-feira, contra instalações na cidade de al-Kiswa, 15 quilómetros a sul de Damasco, que, para o Ministério sírio dos Negócios Estrangeiros, constitui «mais uma prova de que Israel apoia os grupos terroristas e está a tentar prolongar o conflito na Síria».

Fontes militares sírias, citadas pela PressTV, afirmaram que a defesa anti-aérea destruiu pelo menos cinco mísseis, que terão sido disparados a partir de território israelita.

De acordo com a imprensa israelita, o alvo do ataque eram «conselheiros militares iranianos e combatentes do Hezbollah» – o pretexto habitualmente utilizado por Telavive para fundamentar os ataques a território sírio ao longo da guerra de agressão, mas que são denunciados pelos governo sírio como uma forma de ajuda e incentivo a grupos terroristas.

A abordagem de Israel ao conflito na Síria tornou-se mais cautelosa desde que, em Outubro, a Rússia entregou à Síria o sistema de defesa anti-aéreo S-300.

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