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Israel: depois dos ataques a Gaza e do cessar-fogo entre as partes, o quê?

Para trás fica o leitmotiv da crise governamental em Israel: o facto de milícias palestinianas de Gaza, incluindo o movimento islamita Hamas, terem concordado num cessar-fogo intermediado pelo Egipto.

Benjamin Netanyahu apelou aos seus parceiros de coligação para darem continuidade ao governo, evitando a realização de eleições antecipadas. Isarel, Novembro de 2018.
Benjamin Netanyahu apelou aos seus parceiros de coligação para darem continuidade ao governo, evitando a realização de eleições antecipadas. Isarel, Novembro de 2018. CréditosFonte: Bristol Herald Courrier

Os acontecimentos recentes

Esperava-se que hoje, às oito da manhã (TMG), Netanyahu se dirigiria ao Knesset anunciando que eleições eram inevitáveis, remetendo-as para o fim do ano. Mas o primeiro-ministro ainda continuou a pressionar os parceiros da coligação para não as precipitarem enquanto já acertava o cunho eleitoralista do próximo orçamento.

Para trás ficou o leitmotiv desta crise governamental: o facto de milícias palestinianas de Gaza, incluindo o movimento islamita Hamas, terem concordado na terça-feira (dia 13 de Novembro) num cessar-fogo, após o recrudescer de ataques do domingo anterior, com o lançamento em pouco mais de 24 horas de mais de 460 rockets de Gaza para Israel e 160 bombardeamentos israelitas sobre o enclave, para destruir casas, infraestruturas e cobrir os assassinatos selectivos de dirigentes palestinianos por agentes israelitas descaracterizados.

Nessa altura, «os esforços do Egipto permitiram alcançar um cessar-fogo entre a resistência e o inimigo sionista, e a resistência vai respeitá-lo enquanto o inimigo sionista o respeite», foi anunciado num comunicado conjunto assinado pelo centro de operações conjunto das organizações palestinianas.

O Egipto, com apoio das Nações Unidas, foi o intermediário para pôr termo à mais grave escalada de violência entre milícias palestinianas e Israel desde 2014, com um balanço de 16 mortos, onde se incluem 14 combatentes palestinianos, um militar israelita e um civil palestiniano em Israel. Não se devem, porém, ignorar projectos de alguns para criar a partir deste pequeno território um «novo» estado que se prolongaria para a península do Sinai, gerido pelo Hamas e pelo Egipto, e que formalizaria nova delapidação da Palestina. Também se deverão ter em conta os projectos da Rússia, no que respeita ao gás natural que exporta para a região, podendo abranger vários países.

Os antecedentes imediatos

A escalada iniciou-se com a declaração de Netanyahu em Paris, no 100.º aniversário do armistício do final da Primeira Guerra, de que não havia solução negocial para o conflito com Gaza. Seguiu-se uma operação especial israelita no interior da Faixa de Gaza nessa noite de domingo, onde foram mortos sete milicianos palestinianos e o soldado israelita, seguida na tarde de segunda-feira pelo lançamento em massa de rockets, durante 24 horas seguidas. Por sua vez, as forças israelitas bombardearam dezenas de posições das milícias palestinianas, incluindo a Al-Aqsa, a estação televisiva do Hamas na Faixa de Gaza, que deixou de emitir após o ataque.

As reacções

A Organização de Libertação da Palestina (OLP) responsabilizou Israel pela perigosa escalada da violência na faixa de Gaza bloqueada e pelo terror. As autoridades palestinianas denunciaram os ataques israelitas nos dois dias anteriores contra estruturas civis no enclave de Gaza, afirmando que os dois milhões de palestinianos que sofreram o bloqueio ilegal de Israel durante os últimos 12 anos foram atacados e não têm onde refugiar-se. Os bombardeamentos deliberados de Israel a edifícios residenciais, a uma estação de televisão e a outras instalações civis são para a OLP «crimes de guerra e Israel terá que sofrer as consequências das suas ações».

A OLP declarou-se comprometida em defender o direito do seu povo a viver em paz, segurança e liberdade, utilizando todas as ferramentas diplomáticas e legais disponíveis. E concluíram que «com a ajuda do Egipto e de outras partes interessadas, continuaremos os nossos esforços sérios para conseguir a reconciliação e a unidade da Palestina»

Em Ramallah, o ministro palestiniano dos Negócios Estrangeiros, Riyad al-Malik, solicitou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU para discutir os ataques militares israelitas contra a faixa de Gaza.

Por seu lado, a Frente Popular de Libertação da Palestina (FPLP) apelou a todos os amigos da Palestina no mundo para que se solidarizem com Gaza sob ataque de Israel. «Este ataque é uma tentativa de suprimir as conquistas da Grande Marcha de Retorno, na qual milhares de palestinianos na faixa de Gaza exigiram o direito fundamental de regressar e de romper o bloqueio», considera a FPLP.

O Hamas considerou a demissão de ministro israelita uma «vitória política para Gaza, que conseguiu pela sua resistência minar o cenário político de Israel», afirmou hoje num comunicado o Hamas, que governa o enclave palestiniano de Gaza. O Hamas já há algum tempo trocou uma relação preferencial de apoio com o Irão por outra com o Qatar, que lhe tem feito chegar diferentes tipos de apoios.

Para o jornal Haaretz, Netanyahu e as Forças Armadas de Israel agiram contra vários ministros israelitas para evitar que a guerra fosse evitada no último minuto.

Os silêncios «justificados» de Netanyahu

Falando no Memorial a Ben-Gurion, fundador do estado de Israel, Netanyahu afirmou, e citamos,

«Em tempos normais, um líder deve estar atento ao coração das pessoas e o nosso povo é sábio. Mas em tempos de crise, ao tomar decisões críticas no campo da segurança, o público nem sempre pode ser um parceiro nas considerações cruciais que devem ser ocultadas do inimigo.

Nesses momentos, a liderança não é fazer a coisa fácil. A liderança é fazer a coisa certa, mesmo que seja difícil. A liderança às vezes enfrenta críticas quando se conhecem informações confidenciais que se não podem compartilhar com os cidadãos de Israel e, nesse caso, com os residentes do Sul, que eu amo e aprecio muito.

Eu ouço as vozes dos moradores do sul. Acreditem em mim, eles são preciosos para mim, suas palavras penetram no meu coração. Mas junto com os chefes das forças de segurança, vejo o quadro geral da segurança de Israel, que não posso compartilhar com o público. Eu gostaria de poder compartilhar com os cidadãos de Israel tudo o que eu sei, mas com a segurança de Israel ela será essencialmente reservada. Os nossos inimigos pediram um cessar-fogo e sabem muito bem por quê.

Não posso elaborar nossos planos para o futuro. Determinaremos as condições certas e os tempos certos para o Estado de Israel, que são corretos para a segurança de nossos cidadãos».

Para o Haaretz, houve implicitamente referência à frente norte no discurso de Netanyahu no memorial.

Ainda segundo o mesmo jornal, o chefe do Exército apresentou ao conselho de ministros cenários sombrios: ou uma guerra na qual Israel conquistava a Faixa de Gaza, ou semanas de violência após as quais ambos os lados regressariam ao ponto de partida.

Condicionantes

Os interesses da Rússia na Síria e no Líbano, a norte, estão a limitar as opções militares de Israel. Para o Haaretz, jogar xadrez com o Hezbollah, que governa o Líbano, é uma coisa. Tentar descobrir o que a Rússia quer, na Síria e talvez também no Líbano, mesmo que o Hezbollah lá esteja a tentar fabricar armas, é um desafio completamente diferente. Daí a aparente «cautela» de Israel lidar com o Hamas na Faixa de Gaza, ao aceitar este cessar-fogo. O incidente em que caças F-16 se esconderam atrás dum avião russo, o que levou a que este fosse atingido por fogo sírio, levou a um sério aviso por parte da Rússia de que ambos os países têm que coordenar melhor as suas iniciativas políticas e militares na região.

Vários analistas, com preocupações bem diferentes dos falcões ultraortodoxos israelitas, sustentam que Israel tem todo o interesse em manter boas relações com a Rússia numa situação tão frágil, e com interesses tão contraditórios e potencialmente violentos, que não é do interesse de ambos os países que a guerra na Síria se transfira para outros países, lembrando que foi a Rússia que manteve negociações com Teerão e vários grupos apoiados pelos iranianos para que estes retirassem do sudoeste sírio, próximo do norte de Israel.

Por outro lado, como referimos em artigo anterior, «A China, Israel e o Médio Oriente», a China passará a controlar nos próximos dois anos o essencial da indústria agroalimentar israelita, da sua alta tecnologia e das suas trocas internacionais, devendo seguir-se entre as partes um acordo de comércio livre, em que único sector importante da economia israelita fechado ao capital chinês é o do armamento. E não aceitará a instabilidade provocada pelas tensões entre Israel e a Palestina. Os EUA poderão «puxar as orelhas» a Netanyahu por isso, mas não têm capacidade para se constituir como alternativa credível.

A confrontação permanente entre Israel e a faixa de Gaza não tem apenas motivações racistas. Israel quis controlar as fontes de gás natural existentes nas águas de Gaza, evitando assim acordos com a Turquia e o Egipto quanto a condutas de petróleo vindas da Rússia ou do Qatar. E apesar da soberania nessas águas não lhe pertencer, fez apelos a investidores ocidentais para aí iniciarem a exploração.

A derrocada da coligação e a perspectiva de eleições antecipadas

O ex-ministro Lieberman já tinha entrado em confronto com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu durante o acordo, que Israel estabeleceu, permitindo ao Qatar armazenar combustível e transferir dinheiro para o Hamas.

Defensor da separação física de judeus e árabes, Lieberman considera insensato dar um poder ilegítimo em Gaza ao Qatar e recursos para o Hamas. Paras ele não há dúvida de que, se esta decisão faz descer a pressão a curto prazo, permitiria, porém, um ressurgimento de actos de guerra por parte da Irmandade Muçulmana, a longo prazo. Segundo o mesmo jornal, ao contrário da versão da imprensa internacional, Avigdor Lieberman estaria interessado na paz, enquanto o aparelho militar tinha a intenção de manter o status quo e que Netanyahu desse continuidade ao projeto da Grande Israel, de Zeev Jabotinsky1.

Na 6ª feira (dia 16) Netanyahu disse ao The Times de Israel que ainda tentaria «preservar o governo de direita», mas Israel poderá estar à beira de eleições agora quase inevitáveis, depois do primeiro-ministro ter rejeitado a exigência – um verdadeiro ultimato – do ministro da educação, Naftali Bennett, para ser designado ministro da Defesa. Essas eleições seriam consequência da saída, já anunciada, da coligação governamental do partido de Bennett. O sionista religioso Bennett é muito mais extremista que Lieberman.

Segundo o próprio Netanyahu, a rejeição do ultimato baseou-se na sua intenção de manter a pasta da Defesa «à luz dos desafios críticos enfrentados atualmente pelo Estado de Israel».

De acordo com uma sondagem, realizada no próprio dia destes acontecimentos, quase três quartos dos israelitas apoiam as opiniões expressas por Lieberman. Muitos israelitas que vivem a menos de 30 quilómetros da Faixa de Gaza, numa região alvo dos mísseis desde a governação de Gaza pelo Hamas em 2006, manifestaram-se pelo cessar-fogo, exigindo uma política de segurança a longo prazo. A imprensa israelita não divulga sondagens de opinião sobre os habitantes de Gaza.

O Hadash e o Partido Comunista (PCC) de Israel pediram eleições logo após a demissão de Avigdor Lieberman, afirmando que «chegou a hora de trazer um governo melhor para Israel. Chegou a hora de eleições democráticas e quanto mais cedo melhor. Os negócios correntes não podem ser deixados nas mãos de um bando de fascistas e colonos», e que a renúncia de Lieberman «revelou o que já sabíamos há muito tempo – este governo não tem uma estratégia para acabar com o bloqueio continuado da Faixa de Gaza, a fome do povo palestino em Gaza, a ocupação contínua dos territórios palestinos e seu abandono dos moradores do sul de Israel».

Através de um comunicado, o chefe do governo reagiu de imediato sublinhando a importância de fazer todos os esforços para preservar o governo de direita e não repetir o «erro histórico» de 1992, quando o governo de direita foi derrubado, a esquerda chegou ao poder e trouxe, segundo ele, o «desastre de Oslo» para o Estado de Israel. Esqueceu-se de referir o assassinato de Isaac Rabin em 1995 por um adversário desses acordos, estabelecidos com Yasser Arafat.

O ministro da Defesa cessante, Avigdor Lieberman, ao anunciar a sua renúncia ao cargo na 4ª feira (dia 14), disse que o cessar-fogo e os acordos com o Hamas, tinham sido uma «capitulação face ao terror».

Ao retirar também o seu partido, o Yisrael Beytenu, da coligação, Liberman deixou o governo com uma maioria estreita, com apenas 61 em 120 deputados no Knesset. O Lar Judaico (Jewish Home), partido nacionalista, de extrema-direita e religioso, que dispõe de 8 lugares, declarou então, rapidamente, que derrubaria o governo se o seu líder Bennett não recebesse a pasta da Defesa2.

Quando da formação deste governo, a OLP referiu: «Este Governo visa matar, e reforçar a colonização». E acrescentou que era «um Governo de união para a guerra e contra a paz e a estabilidade na nossa região».

Não devem ser ignorados, no início deste mês, e antes destes acontecimentos, ter começado a ser discutida no Knesset uma proposta de lei que prevê que os culpados de terrorismo possam ser condenados à morte sem acordo unânime dos juízes do tribunal. Netanyahu saudou, dias depois, a reimposição de todas as sanções dos EUA ao Irão, com o argumento de que este país punha «em perigo o mundo inteiro».

Bennett há muito criticava a relutância do governo Netanyahu em responder com mais força aos ataques com rockets a partir de Gaza, e defendia incursões terrestres na Faixa de Gaza.

Embora, em teoria, Netanyahu pudesse trazer outro partido para a coligação em vez do Lar Judaico, todos os partidos da oposição declararam a sua intenção de concorrer contra ele e a possibilidade de se lhe juntarem é altamente improvável3. Fez uma série de telefonemas para os chefes da coligação dizendo que não havia razão para desmantelar a coligação neste momento. Contrariou as declarações de Bennett de que se iria para eleições antecipadas, apesar de uma fonte do Lar Judaico, no entanto, ter declarado que «ficou claro que, à luz da posição resoluta do Presidente do Kulanu (partido que nas eleições de 2015 apareceu pela primera vez, obtendo logo 10 deputados, e do Ministro Kahlon (que advogou eleições antecipadas], haver a necessidade de ir a eleições o quanto antes sem possibilidade de o atual governo continuar». Um eventual convite ao ultraortodoxo Shas, que tem visto as suas propostas mais graves serem aplicadas pelo primeiro-ministro, não garante a maioria a novo governo liderado pelo Likud e os contactos com Khalom e o Kulanu parecerem ir ser tentados. O fim-de-semana passado terá sido decisivo para um «arranjo» de última hora.

Ainda não há, portanto, data para as eleições, que estavam já normalmente marcadas para novembro de 2019. Alguns partidos esperam agora que elas sejam realizadas entre Março e Maio, com Netanyahu a pressionar para uma data posterior, se possível no final do ano.

Para as eleições de 2015 já vigorou a meta de 3,25% em vez dos anteriores 2% para poder haver representação parlamentar. Essa nova lei e as sondagens finais das intenções de voto para desse ano, impulsionaram a constituição, à esquerda, da Lista Conjunta (integrada por quatro pequenos partidos árabes, que no conjunto somaram 9 deputados e o Partido Comunista, o Hadash, com 4), que antes se estimava que pudesse ficar como terceira força parlamentar, com 13 deputados. Porém, também na oposição, a União Sionista alcançou os 24, Os Verdes ficaram apenas com 1. A barreira de 3,25% ameaçou a sobrevivência dos partidos Meretz (esquerda) e do Lar Judeu (ultradireita), do ministro de Assuntos Exteriores Avigdor Lieberman, que poderiam ser excluídos da nova Knesset. O que não aconteceu, tendo o Meretz ficado pelos 5 e o Lar Judeu pelos 8. A União Sionista, composta pelo Partido Trabalhista, de Herzog, defendendo o congelamento dos colonatos e a solução de dois estados, teve 18 deputados e o Hatnuah, de Tzipi Livni, 6. O primeiro social-democrata, de centro-esquerda, e o segundo liberal, de centro com atitudes pacifistas, seculares e ambientalistas. Os restantes partidos de oposição de direita ou esquerda, somaram 17 deputados.

Paradoxalmente, foi exatamente Lieberman que, antes das eleições de 2015, propôs elevar o patamar que dá acesso à Câmara, para interromper a marcha dos partidos árabes e dos comunistas, que chamou de «traidores de Israel», o que não conseguiu, mas arriscando a não entrada do seu próprio partido.

  • 1. Foi o criador do revisionismo sionista do Likud, feroz opositor do socialista Ben Gurion. Os conflitos entre judeus e árabes na Palestina foram adquirindo contornos cada vez mais amplos, à medida que crescia a oposição dos líderes árabes ao estabelecimento de um estado nacional judaico na região. Em 1929 Jabotinsky viajou para participar do 16º Congresso Sionista. Sob pressão dos árabes, os ingleses não permitiram o retorno de Jabotinsky, que se assumiu como sionista fascista. Ao mesmo tempo, surgem novas lideranças sionistas mais radicais que Jabotinsky que pregavam o combate contra o mandato britânico. Surgem grupos como o Irgun e o Lehi. Mas este percurso político interno em Israel, mesmo antes da criação do estado pelas Nações Unidas até ao presente, poderá ser tema para um outro artigo. A história de Israel está indissociavelmente ligada à continuada tensão no Médio Oriente.
  • 2. (1) Na atual composição do governo participam 5 dos 10 partidos com representação no Knessett: o Likud, de Benjamin Netanyahu, com 30 deputados, o Kulanu (dirigido por Moshe Kahlon, anterior ministro do Likud), com 10, o ultraortodoxo Shas (acrónimo hebreu dos Guardiões Sefarditas da Torah, dirigido pelo rabino, mentor espiritual, Ovadia Yosef e pelo chefe político Eli Yishai), com 7, o Judaísmo Unido da Tora (dirigido por Yaakov Litzman e por Moshe Gafni) com 6 e a formação ultranacionalista Bayit Yehudi (ou Lar Judaico, dirigida por Naftali Bennett) com 8.
  • 3. Na vigência dos governos de Netanyahu, chefe do Likud e chefe do governo de 1996 e 1998 e de 2009, por indigitação de Shimon Peres, até hoje (para não contar também com os governos de Ehud Barak de 1999 a 2009), têm havido sucessivas crises, na última das quais Netanyahu demitiu vários ministros e isso acarretou eleições em 2015 que deram origem à atual coligação de direita que, agora, corre o risco de não concluir a legislatura de 4 anos. Nessas eleições para garantir a vitória da direita, Netanyahu não se coibiu de fazer, em vídeo no Facebook, o apelo racista contra os seus concidadãos árabes: «O Governo de direita está em perigo. Os eleitores árabes estão acorrendo em manada às urnas. Organizações de esquerda estão a transportá-los».

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