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Israel bombardeia diversas cidades em Gaza, entre alertas da ONU

Cidade de Gaza, Deir al-Balah, Khan Younis e Rafah continuam sob ataque israelita, por entre alertas crescentes para a situação humanitária e um eventual ataque em grande escala a Rafah.

Grupo de palestinianos verifica o local bombardeado pelas forças de ocupação em Rafah, a 3 de Fevereiro de 2024 
Grupo de palestinianos verifica o local bombardeado pelas forças de ocupação em Rafah, a 3 de Fevereiro de 2024 Créditos / PressTV

Dezenas de palestinianos perderam a vida ou ficaram feridos em resultado dos ataques israelitas desta madrugada contra várias zonas do enclave costeiro, indica a agência Wafa.

Na Cidade de Gaza, registaram-se ataques aéreos aos bairros de al-Rimal, al-Sabra, al-Zaytoun, Tal al-Hawa e Sheikh Ajlin, com um número indeterminado de mortos e feridos. A mesma fonte dá conta de ataques de artilharia contra a zona do porto pesqueiro, nas imediações da cidade.

A agência oficial refere ainda a ocorrência de ataques em Deir al-Balah e al-Zawaida, na região central da Faixa de Gaza, também com várias vítimas mortais e feridos.

Mais a sul, em Khan Younis, continuam a registar-se ataques intensos e, segundo refere a Al Jazeera, pelo menos 21 pessoas foram mortas por franco-atiradores israelitas nas imediações do Hospital Nasser, incluindo pessoal médico. Até ao momento, 17 corpos foram recuperados das ruas, refere a fonte, que dá conta do cerco à unidade hospitalar.

Na região mais meridional do enclave, Rafah, pelo menos oito civis perderam a vida num ataque contra duas casas. De acordo com o Ministério palestiniano da Saúde, nas últimas 24 horas foram mortas 107 pessoas e 142 ficaram feridas em resultado da ofensiva israelita.

Desde 7 de Outubro, a agressão israelita ao território cercado provocou pelo menos 27 947 mortos e 67 459 feridos, informou a tutela.

Alertas para a situação em Rafah

Martin Griffiths, responsável do Gabinete das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (UNOCHA, na sigla em inglês) alertou esta semana para a intensificação dos ataques israelitas à província de Rafah, onde estão a chegar milhares de pessoas provenientes de Khan Younis.

Num espaço onde se encontram refugiadas cerca de 1,3 milhões de pessoas, Griffiths mostrou grande preocupação com o avançar da ofensiva para Rafah, e com «a segurança e o bem-estar das famílias que suportaram o impensável em busca de segurança».

A UNOCHA alertou para uma «perda de vidas civis em grande escala» no caso de Israel atacar Rafah, sublinhando que «o bombardeamento indiscriminado de zonas densamente povoadas pode constituir um crime de guerra» e que «estes crimes devem ser evitados por todos os meios».

Por seu lado, o Conselho Norueguês dos Refugiados (CNR) sublinhou que os ataques israelitas em grande escala à região irão «transformar Rafah numa zona de derramamento de sangue e destruição da qual as pessoas não conseguirão escapar». «Não há mais nenhum lugar para onde as pessoas possam fugir», alertou Angelita Caredda, directora regional do CNR para o Médio Oriente e Norte de África.

«As condições em Rafah já são terríveis e uma operação militar israelita em grande escala levará a mais perdas de vidas civis. Os trabalhadores humanitários têm lutado contra a insegurança e a ajuda insuficiente há meses», disse, acrescentando que «os ataques em zonas onde fornecem alimentos, água e abrigo significam que este apoio para salvar vidas será impedido, se não totalmente interrompido».

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