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Intensifica-se o massacre israelita na Faixa de Gaza

Os bombardeamentos incessantes da aviação e da artilharia israelitas provocaram enorme destruição e morte em vários pontos do enclave. A falta de medicamentos, água e alimentos agudiza a crise humanitária.

Um grupo de pessoas nas ruas após os bombardeamentos israelitas desta madrugada em Khan Younis, Sul da Faixa de Gaza, a 6 de Dezembro de 2023 
Um grupo de pessoas nas ruas após os bombardeamentos israelitas desta madrugada em Khan Younis, Sul da Faixa de Gaza, a 6 de Dezembro de 2023 CréditosAhmed Zakot / Al Jazeera

Ontem registaram-se alguns dos ataques israelitas mais intensos desde o início da ofensiva sionista contra o enclave costeiro palestiniano, em Khan Younis (a sul), em Jabalia e Shuja’iya (a norte), ou em Nuseirat (no centro) – isto, num contexto de forte resistência palestiniana, em todo o território.

Segundo revelou a Wafa, dezenas de pessoas feridas foram levadas para o Hospital Nasser, em Khan Younis, algumas das quais se referiram à forte destruição de infra-estruturas e casas.

À noite e durante a madrugada desta quarta-feira, as forças de ocupação voltaram a atacar o campo de refugiados de Nuseirat, onde pelo menos seis pessoas perderam a vida e se regista um número indeterminado de feridos, refere a agência oficial palestiniana.

A mesma fonte dá conta de novos ataques contra a cidade de Khan Younis e zonas a leste, bem como de bombardeamentos da artilharia israelita contra os bairros de al-Tuffah, al-Daraj e al-Shuja'iya, na Cidade de Gaza.

A norte, no campo de refugiados de Jabalia, as forças israelitas terão utilizado bombas de fósforo, visando um bloco residencial, segundo revelaram testemunhas presenciais à Wafa, e provocando um número indeterminado de vítimas.

As unidades de Protecção Civil no território afirmaram que há um elevado número de mortos e feridos debaixo dos escombros, mas que têm dificuldades em resgatá-los.

Ministério palestiniano da Saúde pede ajuda internacional

Ontem a tutela da Saúde apelou a um cessar-fogo imediato e ao fim da agressão sionista a Gaza, tendo pedido ainda aos países árabes e à comunidade internacional em geral para que pressionem Israel no sentido de deixar entrar equipas médicas no enclave e para que protejam os hospitais, as ambulâncias e o pessoal médico.

Tendo em conta a crise humanitária crescente no território, o Ministério pediu ainda que seja ali entregue ajuda imediata, nomeadamente equipamentos médicos, medicamentos, comida, leite e combustível.

De acordo com o Ministério da Saúde, desde 7 de Outubro, pelo menos 16 250 pessoas foram mortas pela agressão israelita, incluindo 1240 desde o final da «trégua temporária» do início deste mês. O número de feridos, revela a Wafa, é superior a 42 mil.

Entretanto, as forças de ocupação intensificam os raides e as detenções na Margem Ocidental. Nas últimas horas, mataram vários palestinianos e feriram dezenas em vários pontos da Cisjordânia.

Ahmad Nathmi Ghanem, de 30 anos, oriundo de Tulkarem e que faleceu esta manhã, é o mais recente de uma lista de 471 palestinianos mortos na Margem Ocidental ocupada, 262 dos quais desde 7 de Outubro.

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