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Franceses reprovam políticas de Macron

Emmanuel Macron e Marine Le Pen estão na segunda volta das eleições presidenciais em França, com as sondagens a apontar para algum equilíbrio, embora com ligeira vantagem para o actual Presidente.

Um eleitor vota na primeira volta das eleições presidenciais francesas. Touquet, França, 10 de Abril de 2022
Um eleitor vota na primeira volta das eleições presidenciais francesas. Touquet, França, 10 de Abril de 2022CréditosLudovic Marin / AFP

No final da primeira volta, os resultados são favoráveis ao presidente Macron com cerca de 27% dos sufrágios, seguido de Marine Le Pen com 24%. Em terceiro lugar surge o candidato populista de esquerda Jean-Luc Mélenchon com cerca de 22%.

Há muitos anos que a paisagem política francesa vive uma competição entre várias forças de direita. Todos os partidos vagamente de esquerda somados têm menos de 30% dos sufrágios, com uma extrema-direita, com vários candidatos, que se abeira dos 40% das preferências dos franceses.

Nestas eleições, a candidata socialista, Anne Hiddalgo, tem menos de 2% e o comunista, Fabien Roussel, um pouco acima de 2%, enquanto o candidato ecologista, Yannick Jadot, obtém cerca de 4%.

As sondagens divulgadas no final da semana em França indicam que tanto Emanuel Macron como Marine Le Pen podem chegar ao primeiro lugar na segunda volta das presidenciais agendadas para o dia 24 de Abril, com o Presidente francês a manter uma ligeira vantagem sobre a candidata da extrema-direita.

Estes resultados demonstram que as preocupações dos franceses se deslocaram da guerra na Ucrânia para problemas internos, nomeadamente o aumento dos preços e o crescimento das dificuldades económicas sentidos pelos trabalhadores franceses.

Estas eleições culminam um ciclo longo, em que a política urbana e a política económica construiu uma sociedade com sectores inteiros da população excluídos, abandonando qualquer perspectiva de igualdade.

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