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Forças israelitas matam 4 palestinianos em nova jornada de protestos

Quatro palestinianos foram mortos esta sexta-feira pelas forças israelitas, num dia marcado por fortes protestos contra o reconhecimento, pelos EUA, de Jerusalém como capital de Israel. Em solidariedade com a Palestina, o CPPC promove, com outras organizações, iniciativas em Lisboa e no Porto.

Um grupo de palestinianos leva um homem ferido perto da fronteira com Israel, na Faixa de Gaza
Um grupo de palestinianos leva um homem ferido perto da fronteira com Israel, na Faixa de GazaCréditos / arabnews.com

As forças de ocupação israelitas reprimiram de forma violenta os protestos que, esta sexta-feira, ocorreram na Margem Ocidental ocupada, em Jerusalém Oriental e na Faixa de Gaza cercada, recorrendo a gás lacrimogéneo, granadas atordoantes, balas de aço revestidas de borracha e fogo real.

O Ministério palestiniano da Saúde confirmou a morte de quatro palestinianos nos confrontos de ontem, que se juntam aos seis que haviam sido mortos pelos israelitas na última semana, desde que o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou a decisão de reconhecer Jerusalém como capital de Israel e ordenou ao Departamento de Estado que começasse a tratar da mudança da embaixada dos EUA.

Muhammad al-Adam, de 18 anos, faleceu depois de ser atingido a tiro várias vezes pelas forças israelitas, na localidade de Al-Bireh (nas imediações de Ramallah), depois de alegadamente ter tentado atacar os soldados com uma faca. Bassel Ibrahim, de 29 anos, morreu depois de ser atingido a tiro no peito pelos soldados israelitas, na localidade de Anata (na região de Jerusalém).

Na Faixa de Gaza, as forças israelitas mataram outros dois manifestantes e feriram centenas durante os confrontos ocorridos junto à fronteira com Israel. Yassir Sokhar, de 31 anos, é um deles; o outro é Ibrahim Abu Thurayya, de 29 anos, que foi atingido com um tiro na cabeça. Andava numa cadeira de rodas, depois de ter perdido as duas pernas na ofensiva de Israel contra Gaza em 2008.

De acordo com a agência Ma'an, há também registo de centenas de feridos em Jerusalém Oriental e em vários pontos da Cisjordânia, como Belém, Hebron, Qalqiliya, Ramallah, Nablus e Tulkarem.

«Dar voz à solidariedade com a Palestina»

No próxima quarta-feira, dia 20, em Lisboa (Casa do Alentejo, 18h) e, um dia depois, no Porto (Praça da Palestina, 17h), vão decorrer iniciativas para «dizer não às provocações de Trump/EUA e dar voz à solidariedade com a Palestina».

Em Lisboa, os promotores – Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC), CGTP-IN, Movimento Democrático de Mulheres (MDM) e Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente (MPPM) – anunciam que vão «condenar o reconhecimento pelos Estados Unidos de Jerusalém como capital de Israel», «reclamar que Portugal reconheça o Estado da Palestina com capital em Jerusalém Oriental» e «reafirmar a solidariedade com a luta do povo palestiniano por um Estado da Palestina livre, independente, soberano e viável nas fronteiras anteriores a 1967, com capital em Jerusalém Oriental».

A iniciativa que terá lugar no Porto é organizada pelo CPPC, o MDM e a União dos Sindicatos do Porto (CGTP-IN).

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