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176 palestinianos feridos em protestos contra decisão dos EUA

Há mais de um mês que os palestinianos protestam contra o reconhecimento, pelos EUA, de Jerusalém como capital de Israel. Esta sexta-feira, voltaram a registar-se fortes confrontos com as forças israelitas e pelo menos 176 palestinianos ficaram feridos.

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Protestos dos palestinianos contra a decisão dos EUA de reconhecer Jerusalém como capital de Israel voltaram a ser fortemente reprimidos
Protestos dos palestinianos contra a decisão dos EUA de reconhecer Jerusalém como capital de Israel voltaram a ser fortemente reprimidosCréditos / newsit.gr

Na Faixa de Gaza cercada, centenas de palestinianos voltaram a aproximar-me da vedação fronteiriça e atiraram pedras contra os soldados israelitas que disparavam latas de gás lacrimogéneo contra eles. Pelo menos 41 ficaram feridos ao serem atingidos com fogo real, segundo referiu o Ministério palestiniano da Saúde.

De acordo com o Crescente Vermelho também se registaram fortes confrontos na Margem Ocidental ocupada, nomeadamente em Al-Bireh (perto de Jerusalém), em Ramallah, Belém, Qalqiliya, Jericó e Nablus.

Alguns manifestantes contra a decisão anunciada por Donald Trump a 6 de Dezembro último incendiaram pneus e lançaram pedras contra as forças de ocupação, que recorreram a gás lacrimogéneo, granadas atordoantes, balas de aço revestidas de borracha e fogo real.

No total, 176 palestinianos ficaram feridas nos confrontos desta sexta-feira, revelou o Ministério da Saúde – 47 ao serem atingidos por fogo real e 129 após a inalação de gás e fumo. Desde o anúncio norte-americano relativo a Jerusalém, 17 palestinianos foram mortos pelas forças israelitas, indica a PressTV.

Repúdio geral

A decisão anunciada por Washington sobre o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel e sobre a mudança da embaixada de Telavive para a cidade ocupada, no passado dia 6 de Dezembro, valeu fortes críticas à administração norte-americana a nível internacional e esteve na origem de manifestações contra os Estados Unidos e Israel em vários pontos do mundo.

A 21 de Dezembro, a Assembleia Geral das Nações Unidas votou favoravelente, de forma esmagadora, uma resolução em que se apelava aos Estados Unidos da América que recuassem na decisão sobre Jerusalém. As ameaças e pressões da embaixadora norte-americana junto da ONU, Nikki Haley, não tiveram grande efeito.

Funerais de dois adolescentes palestinianos

Também esta sexta-feira, milhares de pessoas participaram nas cerimónias fúnebres de dois adolescentes mortos pelos soldados israelitas no dia anterior, um na Cisjordânia e o outro na Faixa de Gaza.

Amir Abdelhamid Abu Mousaed, de 16 anos, foi morto a tiro quando protestava contra a «decisão norte-americana» junto à vedação fronteiriça em Gaza. De acordo com o Ministério da Saúde, apresentava várias feridas de bala no peito e veio a falecer no Hospital al-Aqsa Martyrs, na localidade de Deir al-Balah.

Ali Omar Nimr Qino, de 17 anos, foi também morto a tiro, depois de as tropas israelitas terem disparado sobre um grupo de manifestantes na aldeia de Burin, a sudoeste de Nablus, na Margem Ocidental ocupada.

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