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|Índia

Enorme mobilização contra o agronegócio no Norte da Índia

Dezenas de milhares de agricultores indianos protestaram este domingo contra leis que fomentam a corporatização do sector. Um dirigente sindical afirmou: «Não podemos deixar o país ser vendido.»

Dezenas de milhares de agricultores participaram na «Kisan Mahapanchayat», no estado de Uttar Pradesh, contra as leis danosas contra o sector 
Dezenas de milhares de agricultores participaram na «Kisan Mahapanchayat», no estado de Uttar Pradesh, contra as leis danosas contra o sector CréditosMukund Jha / newsclick.in

A «Kisan Mahapanchayat» ou «ajuntamento de agricultores» no estado mais povoado da Índia – Uttar Pradesh – contou com uma participação massiva de agricultores e a adesão das inúmeras organizações que os representam, visível no colorido das bandeiras, contra as leis aprovadas pelo governo de Narendra Modi e consideradas danosas para o sector.

A dimensão da mobilização na cidade de Muzaffarnagar – a maior no Norte da Índia nos tempos mais recentes – reveste-se de maior significado, segundo o portal newsclick.in, porque em 2022 há eleições para asr assembleias legislativas no estado de Uttar Pradesh e no vizinho Uttarakhand.

Os dirigentes das organizações de agricultores reafirmaram que a mobilização em curso contra as três leis aprovadas contra o sector vai continuar até que o partido no poder – Bharatiya Janata Party (BJP) – aceda às suas exigências, e fizeram um apelo à mobilização geral para a greve nacional (Bharat Bandh) convocada para dia 27.

Na mobilização deste domingo, organizada pela Samyukta Kisan Morcha (SMK) – que reúne sindicatos de agricultores –, os dirigentes sindicais atacaram o partido de Modi e a reforma que aplicou aos preços dos produtos agrícolas.

Sublinharam ainda que as leis aprovadas eliminam os preços mínimos garantidos aos pequenos agricultores, abrem a porta às grandes empresas do agronegócio e põem em causa a sobrevivência do sector.

Rakesh Tikait, dirigente do Bharatiya Kisan Union, disse: «Não podemos deixar o país ser vendido. Os agricultores têm de ser salvos; o país tem de ser salvo; os negócios, os trabalhadores e a juventude têm de ser salvos», acrescentando que os agricultores «não vão abandonar o protesto até saírem dele vitoriosos».

Na mobilização deste domingo fez-se um apelo à mobilização geral para a greve nacional (Bharat Bandh) convocada para dia 27 / @cpimspeak

Grande participação da juventude

De acordo com o newsclick.in, a elevada participação da juventude na mobilização de ontem foi um dos elementos de destaque, com os jovens mobilizados na luta e a assumirem diversas tarefas na organização do protesto.

Um deles, Shivam Punia, destacou ao newsclick.in a dimensão da concentração: «Deviam vir cá e ver o que são os nossos números. Milhões vieram aqui para dizer apenas uma coisa: revoguem as leis agrícolas.»

A próxima grande acção de luta está marcada para dia 27, convocada pela SMK. Recentemente, os partidos de esquerda expressaram o seu apoio a essa greve nacional num comunicado conjunto que foi subscrito pelos dirigentes do Partido Comunista da Índia (Marxista), Partido Comunista, All Indian Forward Bloc, Partido Socialista Revolucionário e Partido Comunista (Marxista-Leninista) – Libertação.

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