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Em 2020, Israel prendeu 4636 palestinianos

No ano passado, Israel prendeu 4636 palestinianos, incluindo 543 menores de 18 anos e 128 mulheres, e decretou 1114 ordens de detenção administrativa, revelaram quatro grupos de defesa dos prisioneiros.

As incursões das forças israelitas nos territórios ocupados da Palestina ocorrem a um ritmo quase diário (foto de arquivo)
As incursões das forças israelitas nos territórios ocupados da Palestina ocorrem a um ritmo quase diário (foto de arquivo)Créditos / medium.com

Os números foram apresentados num relatório conjunto sobre a situação dos prisioneiros palestinianos nas cadeias israelitas, publicado no final de 2020 pela Comissão dos Assuntos dos Presos e ex-Presos Palestinianos, a Sociedade dos Presos Palestinianos, a Addameer e o Centro de Informação Wadi Hilweh.

Segundo estes organismos, há actualmente nas cadeias israelitas aproximadamente 4400 presos palestinianos, incluindo 40 mulheres, 170 menores e 26 detidos antes da assinatura dos acordos de Oslo, em 1993.

As organizações de defesa dos direitos dos presos palestinianos revelaram que 380 palestinianos continuam na prisão ao abrigo da chamada detenção administrativa – um regime de detenção que permite às autoridades israelitas manter os palestinianos presos sem julgamento, nem acusação formal, por períodos indefinidamente renováveis –, e que quatro prisioneiros morreram por negligência médica ao longo deste ano, informa a AnnurTV.

O relatório refere ainda que 543 presos estão a cumprir várias penas perpétuas, incluindo cinco que foram condenados a pena perpétua em 2020, e um preso, Abdullah Barghouti, que cumpre 67 penas perpétuas.

Cerca de 700 presos são considerados doentes, segundo o informe, que indica que 300 deles sofrem de doenças crónicas e outros dez, incluindo Fouad Shoubaki, de 81 anos, o mais velho dos prisioneiros palestinianos, têm cancro e necessitam de cuidados médicos especiais.

Os organismos afirmam que Israel está a reter os corpos de oito presos que faleceram enquanto estavam na cadeia, recusando-se a entregá-los às suas famílias para as cerimónias fúnebres. Em vez disso, estes corpos serão utilizados por Israel como moeda de troca em futuros acordos com os palestinianos.

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