O Gabinete de Imprensa Asra afirmou este domingo em comunicado que dois jornalistas da Faixa de Gaza, identificados como Nidal al-Wahidi e Haitham Abdul Wahid, continuam a ser vítimas de desaparecimento forçado, sem que haja notícias do seu paradeiro.
Desde o início da guerra de extermínio, em Outubro de 2023, as forças israelitas prenderam cerca de 220 jornalistas nos territórios ocupados, indica o portal palinfo.com.
O caso mais recente ocorreu no domingo, quando as tropas israelitas detiveram o jornalista Farouq Omar Alyat, de 44 anos, na província de Jenin (Norte da Cisjordânia ocupada), revelou o organismo.
Recentemente, no relatório que publica mensalmente sobre liberdade de imprensa nos territórios ocupados, o Sindicato dos Jornalistas Palestinianos (SJP) revelou que as forças israelitas levaram a cabo 99 violações contra os profissionais do sector em Dezembro de 2025, incluindo mortes, agressões, raptos e restrições à cobertura mediática.
No documento, a organização sindical afirma que um jornalista palestiniano foi morto no exercício das suas funções profissionais e que outros dois sofreram ferimentos graves, enquanto dois familiares de jornalistas foram assassinados – na Faixa de Gaza.
Na Margem Ocidental ocupada, o SJP registou 48 casos de detenções e restrições à cobertura mediática, bem como outros 15 em que as agressões envolveram recurso a gás lacrimogéneo e granadas atordoantes quando os jornalistas estavam a trabalhar.
De acordo com o texto, foram também documentados dois casos de tentativa deliberada de atropelamento, nove de ameaças com arma apontada e seis de ameaças verbais.
Os dados recolhidos pelo SPJ em Dezembro de 2025 permite aferir «uma política sistemática e abrangente de repressão contra os media palestinianos», assim como «uma escalada qualitativa na perseguição aos jornalistas», revela o relatório, que se refere igualmente ao «incitamento ao ódio, à perseguição judicial e à destruição material como ferramentas para silenciar a verdade».
Desde o início da guerra de agressão genocida contra a Faixa de Gaza, em Outubro de 2023, o sindicato documentou 256 mortes de jornalistas palestinianos e outros trabalhadores da imprensa. No mesmo período, registou 535 casos de jornalistas feridos.
Em 10 de Outubro de 2025, entrou em vigor um acordo de cessar-fogo, que foi e continua a ser violado pelas forças de ocupação – sucedendo-se as notícias que dão conta de bombardeamentos e demolições de edifícios na Faixa de Gaza, bem como da colonização e violência acrescida na Cisjordânia.
Contribui para uma boa ideia
Desde há vários anos, o AbrilAbril assume diariamente o seu compromisso com a verdade, a justiça social, a solidariedade e a paz.
O teu contributo vem reforçar o nosso projecto e consolidar a nossa presença.
Contribui aqui
