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Defesa anti-aérea síria destruiu mais de 30 mísseis em novo ataque israelita

O Ministério russo da Defesa afirma que os sistemas da defesa anti-aérea da Síria abateram pelo menos 30 mísseis de cruzeiro e bombas guiadas ao repelirem o ataque lançado esta madrugada por Israel.

Defesa anti-aérea síria repele mísseis inimigos a sul de Damasco
Defesa anti-aérea síria repele mísseis inimigos a sul de Damasco Créditos / Twitter

O Comando Central de Defesa da Rússia informou esta segunda-feira que pelo menos 30 mísseis e bombas lançados por forças israelitas esta madrugada foram interceptados pela defesa síria, embora alguns deles tenham provocado danos na infra-estrutura do Aeroporto Internacional de Damasco, indica a RT.

«No dia 21 de Janeiro, das 2h11 às 2h59, as Forças Armadas de Israel levaram a cabo três ataques aéreos em território sírio, a partir de ocidente, sudoeste e sul», indica o comunicado dos militares russos, que refere que, na sequência do ataque, pelo menos quatro militares sírios foram mortos e seis ficaram feridos, alguns em estado grave.

A Prensa Lantina afirma que, até ao momento, se registaram sete mortos e 14 feridos, como consequência dos ataques israelitas em território sírio. Outras fontes apontam para 11 mortos.

O comunicado da Defesa russa segue-se ao anúncio feito pelo gabinete de imprensa das Forças Armadas israelitas, que alegam ter atacado, entre outros alvos, arsenais e estruturas militares da milícia iraniana Al-Quds na Síria, que acusam de ter lançado um míssil para os Montes Golã ocupados por Israel.

Agressão a partir do espaço aéreo libanês e do Norte de Israel

Tendo por base fontes militares, a Al-Masdar News e a Prensa Latina referem que o ataque israelita foi lançado a partir do espaço aéreo libanês (Jabal al-Sheikh ou Monte Hermon, na fronteira sírio-libanesa) e do Norte de Israel, tendo atingido, em território sírio, áreas a sul de Damasco, as localidades de al-Jamraya e al-Kisweh e o Norte da província de Sweida, onde foi atacada uma base aérea.

Fontes militares sírias declararam à agência SANA que, pese embora a intensidade da agressão, Israel não alcançou os seus objectivos. Ao longo da guerra na Síria, que teve início há oito anos, foram frequentes as acções militares israelitas contra posições do Exército sírio no país árabe.

Por seu lado, as autoridades sírias têm repetido junto das Nações Unidas as acusações contra Telavive de violação da sua soberania e de fornecimento de ajuda militar, médica e logística a grupos terroristas que operam no país árabe.

No início de Setembro de 2018, Israel assumiu pela primeira vez a agressão sistemática contra a Síria. Um militar admitiu então que as forças israelitas realizaram mais de 200 ataques na Síria no espaço de um ano e meio.

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