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Casa das Américas denuncia manipulação virtual da situação em Cuba após furacão

Os inimigos da Revolução querem capitalizar o mal-estar natural de cidadãos privados de serviços por causa do furacão Ian, esperando que a natureza faça aquilo que eles não conseguiram, alerta a instituição.

Miguel Díaz-Canel dialoga com a população em La Coloma, na província de Pinar del Río, onde o furacão Ian provocou danos severos 
Miguel Díaz-Canel dialoga com a população em La Coloma, na província de Pinar del Río, onde o furacão Ian provocou danos severos Créditos / Prensa Latina

Numa declaração emitida este domingo e intitulada «Perante a Cuba virtual, a Cuba real», a Casa das Américas sublinha que os interessados em acabar com o processo socialista na Ilha têm «esperança de que a natureza faça, por fim, o que não conseguiram tantas tentativas desesperadas de destruir a Revolução».

«Agora politizam manifestações e reivindicações espontâneas, agitam através das redes histéricos e agressivos discursos de ódio, incitam à violência de rua, opõem-se à mais ínfima flexibilização do bloqueio e seguem à letra o guião do golpe suave», alerta o documento, que pode ser lido na íntegra no portal Cubadebate.

Casa destruída na província de Pinar del Río pelo furacão Ian / PL

O Ocidente do território cubano foi atingido com particular intensidade, no passado dia 27 de Setembro, pelo furacão Ian (com categoria três – de cinco – na escala Saffir-Simpson). Ventos com mais de 200 quilómetros por hora e intensas chuvas afectaram em particular a província de Pinar del Río, onde habitações, produções agrícolas e diversas infra-estruturas sofreram danos.

Dentro de poucos dias, passam 60 anos da Crise de Outubro, «talvez o momento de maior risco vivido pelo processo revolucionário», lembra o texto da Casa das Américas, que defende que as circunstâncias colocam novamente aos cubanos a alternativa de se renderem perante as adversidades e ameaças, e a de se imporem a elas com imaginação e audácia.

«Nenhum "Estado falhado"», como afirmam alguns inimigos de Cuba, «poderia sonhar com a segunda opção; nenhum povo digno o apoiaria», sublinha a declaração.

Esclarece que «Cuba tantas vezes difamada recupera dos estragos causados pelo furacão» e que, «em vez da repressão que se atribui ao fabricado "país virtual", no "real" as autoridades percorrem permanentemente as zonas afectadas e dialogam directamente com os cidadãos».

Cerca de 4000 trabalhadores, em 134 unidades, laboram de forma contínua para recuperar o sistema eléctrico no Ocidente de Cuba / PL

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, esteve ontem na localidade de La Coloma e em Pinar del Río, falando com as populações afectadas pelo furacão e acompanhando os trabalhos de recuperação. Foi a terceira vez em seis dias que o chefe de Estado esteve na província mais ocidental do país e mais atingida pelo Ian.

Na sua declaração, a Casa das Américas lembra a solidariedade que a Ilha tem recebido de «governos irmãos» e «amigos como The People’s Forum», que pediram ao presidente Biden, nas páginas do New York Times, que «dê mostras do mais elementar espírito humanitário».

Afirma ainda que, como em todas conjunturas difíceis, em Cuba, a solidariedade passa para primeiro plano e garante aos amigos preocupados com a situação na ilha caribenha que «a esmagadora maioria do povo se revê nos seus dirigentes e participa na recuperação do país».

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