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Brasil: centrais sindicais anunciam «lockdown da classe trabalhadora»

A proposta é «cruzar os braços por 24h» no dia 24 de Março, em defesa da vida, por vacinas, pela atribuição de um apoio de emergência, pela defesa dos empregos e contra as privatizações.

Mais de 1,5 milhão nas ruas do Brasil contra os cortes na Educação pública e contra os retrocessos do governo de Bolsonaro. 15 de Maio de 2019, Rio de Janeiro, Brasil
Foto de arquivo CréditosAntonio Lacerda / Agência Lusa

O Fórum das Centrais Sindicais, que reúne dirigentes de todas as regiões do país, anunciou esta semana um «lockdown da classe trabalhadora» na próxima quarta-feira.

A convocatória ocorre no auge da pandemia de Covid-19 no Brasil, que ultrapassou a média de dois mil mortes por dia.

A ideia do protesto simbólico surgiu a partir do calendário da Central Única dos Trabalhadores (CUT), que já previa um Dia Nacional de Lutas no próximo dia 24. A proposta foi acolhida pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo e pelas demais centrais.

As entidades que convocam a paralisação preparam um manifesto nacional, que será divulgado nos próximos dias.

«O agravamento da pandemia exige uma resposta contundente ao desgoverno Bolsonaro e ficar em casa, sem trabalhar – mesmo se o trabalhador estiver em teletrabalho – é a acção que mais vai atingir o presidente, um negacionista que briga com os governadores que adoptam medidas de restrição de circulação para conter a propagação do vírus», pode ler-se no texto divulgado pela CUT.

«Um lockdown de, no mínimo, 24 horas é para ficar em casa, é um dia de reflexão sobre o que acontece no Brasil. É pela vida, pela vacina, é para que o país mude seu rumo. Estamos perto de chegar a 300 mil mortes e, segundo especialistas, se até o início do inverno 80% da população não estiver vacinada será o caos no Brasil», afirma o presidente da central, Sérgio Nobre.

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