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Autoridades venezuelanas denunciam efeitos nefastos das sanções

As medidas impostas à Venezuela pela administração norte-americana atingem grande expressão no mercado financeiro internacional, colocando obstáculos à importação de bens essenciais à população.

As sanções à Venezuela afectam os programas de saúde, denunciou o secretário executivo do Conselho Nacional de Direitos Humanos da Venezuela, Larry Devoe
As sanções à Venezuela afectam os programas de saúde, denunciou o secretário executivo do Conselho Nacional de Direitos Humanos da Venezuela, Larry Devoe Créditos / mppre.gob.ve

As sanções decretadas por Washington no contexto da sua política de acosso ao país caribenho violam o direito internacional e a Carta das Nações Unidas, sublinhou o ministro venezuelano dos Negócios Estrangeiros, Jorge Arreaza, em declarações recentes sobre a questão.

De acordo com o ministro, o bloqueio imposto a Caracas provoca o aumento das comissões bancárias, o encerramento de contas do Estado venezuelano e a apropriação ilegal de recursos em dólares e outras moedas por parte de governos estrangeiros.

«O que isto provocou foi sofrimento ao povo venezuelano. Aquilo que a administração dos Estados Unidos está a fazer é criminoso, e nós vamos insistir na diplomacia, no diálogo, para que se desbloqueie a economia nacional», disse o diplomata, citado pela Prensa Latina.

Só no que respeita à retenção de divisas, mais de 4 mil milhões de dólares em activos do país sul-americanos estão imobilizados na banca internacional. Uma das consequências recentes deste bloqueio foi a impossibilidade de transacção do dinheiro necessário ao tratamento de 25 pacientes venezuelanos em Itália, que aguardam pelo transplante de médula óssea, no âmbito de um programa social levado a cabo pela empresa estatal – sancionada – Petróleos de Venezuela (PDVSA).

A este propósito, o secretário executivo do Conselho Nacional de Direitos Humanos da Venezuela, Larry Devoe, denunciou que as sanções directas contra a PDVSA implicaram, na prática, o fim de iniciativas sociais dirigidas a pacientes em situações de fragilidade.

Numa entrevista à agência Xinhua, Levoe disse que, nas últimas semanas, «apresentaram provas de como este bloqueio económico e financeiro está a ter impactos nas camadas mais vulneráveis da população e, neste caso, em pacientes, pessoas doentes», revela a VTV.

Levoe disse ainda que se trata de pessoas que necessitam de ser submetidas a intervenções cirúrgicas para salvar as suas vidas e que estão a ser afectadas pelas medidas impostas pelos Estados Unidos.

«Actualmente, temos 24 pacientes em Itália; estão a receber tratamento, mas a sua situação está em risco, porque o sistema financeiro internacional se recusa a efectuar as transferências bancárias solicitadas pela PDVSA», explicou.

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