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Alguns países estão a dificultar o regresso dos refugiados à Síria, acusa a Rússia

Numa reunião centrada no regresso dos refugiados sírios, a Rússia pediu à comunidade internacional, em particular aos EUA, que contribua para esse processo, em vez de criar obstáculos.

Refugiados sírios de regresso a casa, num dos pontos de controlo da fronteira entre o Líbano e a Síria
Refugiados sírios de regresso a casa, num dos pontos de controlo da fronteira entre o Líbano e a SíriaCréditos / Twitter

«Com o avanço das tropas sírias, apoiadas pela aviação militar russa, foram criadas as condições para o regresso dos deslocados», sublinhou ontem o líder do Centro Nacional de Controlo da Defesa da Rússia, coronel Mikhail Mizintsev, numa conferência de imprensa em Moscovo.

Mizintsev, que liderou a reunião da comissão interdepartamental dos ministérios da Defesa e dos Negócios Estrangeiros sobre o regresso dos refugiados à Síria, referiu-se às dificuldades que este processo pode enfrentar, acrescentando que alguns países poderão tentar criar «obstáculos artificiais» ao regresso a casa dos refugiados, para depois os imputarem à Rússia, informa a Prensa Latina.

Sem os nomear, o representante do Ministério russo da Defesa acusou alguns países de estarem a travar o regresso dos refugiados à Síria, uns «porque querem continuar a receber fundos internacionais», outros «porque querem continuar a usar os refugiados como mão-de-obra barata», denunciou.

O coronel russo afirmou que, nas últimas semanas, cerca de 600 mil sírios regressaram a suas casas, e lembrou que esta questão foi um dos temas centrais da X ronda de negociações de Astana, que recentemente teve lugar na cidade russa de Sochi.

Na conferência de imprensa, foi ainda referido o contributo da diplomacia russa em países como a Jordânia, o Líbano, a Turquia, Omã e o Egipto, onde dialoga com as autoridades locais com vista à criação de condições que permitam o regresso seguro dos sírios a suas casas.

Recentemente, foram abertos novos pontos de controlo na fronteira da Síria com o Líbano e a Jordânia. Relativamente ao Líbano, Mizintsev disse que foram abertos pelo menos quatro novos pontos de passagem e controlo para permitir o regresso dos deslocados ao seu país.

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