O festival recebe artistas e estruturas de Portugal, Espanha, França, Alemanha e Argentina

Covilhã acolhe 8.ª edição do contraDança

Depois de dois anos de interregno, o contraDança - Festival de Dança e Movimento Contemporâneo está de volta à cidade da Covilhã. A oitava edição decorre até 3 de Junho com 23 espectáculos de várias áreas artísticas para desmistificar as artes contemporâneas. 

A maioria dos espectáculos apresenta-se no Teatro Municipal da Covilhã
A maioria dos espectáculos apresenta-se no Teatro Municipal da CovilhãCréditos / Noticias da Covilhã

Lançado em 2006 pela ASTA – Associação de Teatro e outras Artes, com sede na Covilhã, o contraDança regressa depois de uma paragem de dois anos, ditada pela falta de apoios financeiros. 

Com o objectivo de promover e desenvolver as várias formas de expressão artística contemporâneas na região, a organização explica que este festival tem «uma base artística sólida» e é «um espaço comum onde a palavra-chave é o movimento, onde a dança, a performance e o teatro se combinam e conjugam».

Desde o início deste projecto que a ASTA vem «desbravando» caminho para a criação contemporânea a fim de sensibilizar as gentes do interior para a cultura, numa missão de serviço público.

«Os novos projectos que conquistam públicos nas grandes cidades tardam a chegar à região e alguns deles nunca chegam a pisar o solo do interior do país. É neste contexto que o contraDança se assume como uma montra artística para a região, na qual desfilam dança, teatro contemporâneo, performance, música e projectos, muitas vezes difíceis de classificar», lê-se no editorial da iniciativa. 

 «O impacto aqui sempre será maior e mais justo»

Por outro lado, a organização acredita que realizar um projecto como o contraDança no interior é diferente de realizá-lo num concelho do litoral, ou junto de uma grande cidade. «O impacto aqui sempre será maior e mais justo», defendem. 

A oitava edição, que começou esta segunda-feira, 8, apresenta uma programação com espectáculos de «diferentes linguagens artísticas», alguns direccionados ao público em idade escolar. 

E para aproximar as pessoas à arte contemporânea vão realizar-se novamente as Conversas no Jardim com vista a uma partilha informal entre artistas e a população, no jardim da sede da ASTA. 

O festival contempla ainda o espaço Mercado Negro, uma espécie de feira da ladra, e a Feira do Livro Artístico, com o intuito de colmatar a dificuldade de aceder a bibliografia relacionada com os vários domínios das artes, na região.

Mais informações sobre o programa estão disponíveis na página do festival, no Facebook.