O ponto de partida de The Librarians (Os Bibliotecários, em tradução directa), de 2025, é a chamada Lista Krause, uma relação de 850 títulos, divulgada em 2021, pelo deputado republicano Matt Krause, que deveriam ser banidos das bibliotecas. Ao começar a questionar os educadores do seu Estado, o Texas, pela remoção destas obras nas escolas, o alarme soou para as bibliotecárias que se passaram a organizar contra a censura no Texas, Flórida e Louisiana sob o nome de FReadom Fighters (um trocadilho para algo como Lutadoras pela Liberdade de Leitura). As activistas foram assediadas, perseguidas e demitidas, mas mantêm-se até hoje em luta pela liberdade intelectual.
Os 850 livros, ditos «impróprios» para os estudantes do Texas, têm temas variados, mas alguns pontos em comum como a temática do racismo, do género e da sexualidade, como também a autoria por pessoas racializadas. O movimento de censura é político, ligado à extrema-direita conservadora e visa particularmente a diversidade.
Nos 40 anos da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas é este o documentário selecionado para iniciar as celebrações. Mais do que um filme sobre livros, The Librarians é um retrato comovente sobre a coragem de trabalhadores que arriscam tudo para defender o acesso à informação e à democracia.
A exibição do documentário esta quarta-feira, às 16h, na Torre do Tombo, tem entrada livre, mas com inscrição obrigatória no formulário, dada a capacidade do auditório. Após a exibição haverá um momento de conversa e partilha entre os participantes. A iniciativa procura reforçar «o debate público sobre o futuro das bibliotecas e o seu papel na promoção do conhecimento e da participação cívica», lê-se no convite do evento.
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