Poemas é o título deste livro, em que a Dom Quixote estava a trabalhar, e que acaba por não ser publicado ainda em vida do escritor, um dos mais reconhecidos nomes da literatura portuguesa desde a segunda metade do século XX, que morreu hoje aos 83 anos.
A editora, que tem publicado toda a sua obra, «anuncia que publicará já em Abril um inédito, não de prosa, o seu género favorito, mas de poesia, onde estarão reunidos os poemas que António Lobo Antunes foi escrevendo ao longo da sua vida. Ele que sempre lamentou não ter sido poeta».
Publicado e traduzido em praticamente todo o mundo, múltiplas vezes colocado na lista de candidatos ao Prémio Nobel de Literatura, António Lobo Antunes nasceu em Lisboa, em 1 de Setembro de 1942, licenciou-se em Medicina, pela Universidade de Lisboa em 1969, tendo-se especializado em Psiquiatria, que mais tarde exerceu no Hospital Miguel Bombarda.
Em 1970 foi mobilizado para o serviço militar e, no ano seguinte embarcou para Angola, tendo regressado em 1973. Optou pela escrita a tempo inteiro em 1985, para combater a depressão que dizia ser comum a todas as pessoas.
O seu primeiro livro, Memória de Elefante, surgiu em 1979, logo seguido de Os Cus de Judas, no mesmo ano, sucedendo-se Conhecimento do Inferno, em 1980, e Explicação dos Pássaros, em 1981, obras marcadamente biográficas, muito ligadas ao contexto da Guerra Colonial, e pelo exercício da psiquiatria, que depressa o tornaram um dos autores mais lidos em Portugal.
«Sempre negociei livros com a morte. Ela deixa-me escrever mais dois livros, mais três livros», disse Lobo Antunes, em 2007, na apresentação do seu romance O Meu Nome é Legião, na Figueira da Foz.
Foi Prémio Camões em 2007.
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