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UCI do Santa Maria para doentes respiratórios encerra por falta de médicos

O Sindicato dos Médicos da Zona Sul acusa o Governo e o Conselho de Administração do Hospital Santa Maria, em Lisboa, de «gestão danosa». 

CréditosAntónio Cotrim / Agência Lusa

O Sindicato dos Médicos da Zona Sul (SMZS/FNAM) revelou esta quinta-feira, num comunicado, que a Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) Respiratórios do Hospital de Santa Maria, uma das maiores e mais importantes do País, está hoje encerrada por falta de médicos. 

A estrutura sindical avança que, em 2022, formaram-se no Santa Maria três médicos especialistas em pneumologia, mas que apenas foi aberta uma vaga, denunciando uma «incapacidade de gestão de recursos humanos». 

O SMZS vê com «grande preocupação» o encerramento da unidade e acusa de «gestão danosa» o Conselho de Administração, por não prever nem evitar esta situação, mas também o Governo, pelo facto de «não tomar medidas» que garantam o necessário investimento no Serviço Nacional de Saúde (SNS) e as condições de trabalho e remuneratórias dos médicos.

Após a reunião de 23 de Junho, entre o Ministério da Saúde e os sindicatos médicos, sobre a situação que se vive nos serviços de urgência do País, a Federação Nacional dos Médicos (FNAM) admitiu numa nota à imprensa que o Ministério liderado por Marta Temido «insiste em não querer resolver o problema da falta de médicos», no SNS. 

«Num contexto de maioria absoluta, tendo o Ministro das Finanças reafirmado que não existem constrangimentos financeiros para resolver os problemas do SNS e tendo o primeiro-ministro reconhecido que estas falhas nos serviços não são aceitáveis, o Governo continua a não querer avançar com medidas estruturais fundamentais», admitiu. A FNAM acusou ainda o Executivo de «insistir em medidas avulsas e temporárias, como se a falta de médicos nas urgências – e noutras valências do SNS – se devesse apenas a uma má gestão de horários e de períodos de férias».

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