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Transtejo/Soflusa «arrastam» pagamento em dívida aos trabalhadores

A empresa tem vindo a obrigar cada trabalhador a recorrer à Justiça para receber o que é devido dos subsídios de férias e de Natal, mas não aceita sentença.

Os trabalhadores da Transtejo queixam-se dos navios serem insuficientes e de terem os seus certificados de navegabilidade caducados
Os trabalhadores da Transtejo queixam-se dos navios serem insuficientes e de terem os seus certificados de navegabilidade caducadosCréditosRodrigo Baptista / Agência LUSA

Os trabalhadores, através das suas organizações sindicais, têm recorrido aos tribunais de trabalho para obrigar a administração da Transtejo/Soflusa a rectificar os valores pagos nos subsídios de férias e Natal, incluindo o valor das rubricas pagas com carácter de regularidade.

Sistematicamente, os trabalhadores têm ganho as causas, mas a solução da administração é recorrer para a Relação, que acaba por confirmar a sentença em primeira instância.

Sendo que é um problema transversal a todos os trabalhadores, a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans/CGTP-IN) propôs que o assunto fosse solucionado por via da negociação, mas a administração destas empresas, tuteladas pelos Ministério do Ambiente, opta por obrigar cada trabalhador a recorrer aos tribunais.

A estrutura sindical lembra ainda que, apesar de saberem do problema, o Governo e o Ministério do Ambiente nada fazem para o solucionar, pretendendo arrastá-lo no tempo e adiar o pagamento devido.

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