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Brisa lucra 356,8 milhões, mas propõe apenas 1,5% de aumento salarial

«Um insulto» a quem trabalha. CESP confronta oferta da administração da Brisa com o custo de vida e as condições financeiras da empresa.

A discrepância entre os números é evidente. Apesar de as receitas das portagens dispararem quase 6% em 2025, e o lucro bater os 356,8 milhões de euros, a proposta de aumento salarial da Brisa foi de apenas 1,5%.

Quem «faz a Brisa funcionar de Norte a Sul» considera a fatia «miserável», afirma o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP/CGTP-IN) num comunicado em que confronta a empresa com seu próprio histórico salarial e com o aumento do custo de vida dos últimos 16 anos.

De acordo com o CESP, se em 2009 um operador de posto de portagem recebia um pouco mais do dobro (201,2%) do salário mínimo nacional (SMN), em 2025 passou a receber 149,% do SMN; já um oficial de mecânica, que poderia receber cerca de 242,2% do SMN, passados 16 anos recebe 179,3%. A exposição demonstra que em pelo menos duas carreiras distintas houveram perdas salariais acumuladas de cerca de 50 a 60%.

«Uma falta de respeito», critica o sindicato, já que 1,5% de aumento proposto pela Brisa «não consegue sequer pagar a subida do gasóleo e da gasolina», essencial para que os trabalhadores tenham condições de se deslocarem até ao trabalho. Sabendo os trabalhadores que o dinheiro para melhores salários existe, pois «há dinheiro para dividendos», o CESP intima todos a não «baixar a cabeça» e anuncia a realização de «plenários de Norte a Sul».

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