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Trabalhadores dos Correios denunciam problemas desde a privatização

Membros das organizações representativas dos trabalhadores (ORT) dos CTT estão em frente à sede, em Lisboa, com o objectivo de alertar a população para os problemas da empresa. 

Manifestação de trabalhadores dos CTT, promovida por várias organizações representativas de trabalhadores, no passado dia 23 de Fevereiro
Manifestação de trabalhadores dos CTT, promovida por várias organizações representativas de trabalhadores, no passado dia 23 de Fevereiro CréditosAntónio Cotrim / Agência Lusa

A iniciativa de dois dias começou ontem, tendo reunido dezenas de representantes dos trabalhadores que, junto da população, partilharam experiências referentes à degradação do serviço e ao aumento de preços desde que a empresa foi privatizada.  

Recorde-se que, apesar de não terem cumprido os critérios de qualidade impostos pela Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom), foi permitido aos CTT um aumento médio de 4,5%, que ultrapassa os 5% no caso do correio normal e registado.

O secretário-geral do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações (SNTCT/CGTP-IN), Vítor Narciso, defende tratar-se de um «problema político». Ao mesmo tempo realça que a administração «está a fazer o que lhe compete, que é uma actividade de gestão, e dá dinheiro aos accionistas».

Num comunicado remetido pelo SNTCT, assinado em conjunto com a Comissão de Trabalhadores e os sindicatos Sindetelco, Sincor e Sinttav, exige-se a reversão imediata da privatização dos CTT. Ao mesmo tempo, sublinham que, «não fosse o esforço dos trabalhadores dos CTT» e o serviço «estaria ainda pior». 

«O serviço piorou porque eliminaram postos de trabalho, diminuíram
trabalhadores sem os substituírem, diminuíram a frequência da distribuição domiciliária de correio, eliminaram estações de Correios e, além disso, existem nos CTT cerca de 1000 trabalhadores precários que, como é óbvio, não sabem ou não têm a experiência dos trabalhadores efectivos», lê-se no texto.

Os trabalhadores criticam ainda o Governo e a Anacom, que «deviam zelar pelo cumprimento do contrato de concessão».

Para amanhã, 18 de Abril, está prevista a realização de uma tribuna pública onde serão discutidas futuras acções de luta. A iniciativa decorre após a assembleia-geral dos CTT.

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