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CTT: todas as rondas vão dar à manifestação nacional em Lisboa

A greve geral, de todos os trabalhadores dos CTT e das restantes empresas do grupo, foi convocada por uma frente de sindicatos do sector para o dia 19 de Novembro, com manifestação marcada para o mesmo dia.

Protestos de hoje foram antecedidos nos últimos meses por dezenas de protestos de utentes por todo o País
Protestos de hoje foram antecedidos nos últimos meses por dezenas de protestos de utentes por todo o País CréditosAntónio Cotrim / Lusa

O serviço vai-se degradando: atrasam-se as entregas; o extravio de documentos é uma constante; encerram-se de dezenas de postos dos CTT para alienar património imobiliário...  O resultado de tudo isto foi o afastamento e a desconfiança de dezenas de milhares de pessoas de um serviço que já foi público, fiável e relevante. 

Só nos últimos três anos, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações (SNTCT/CGTP-IN) estima que 950 trabalhadores tenham sido despedidos, um número superior, aliás, àquele que a administração inicialmente previra.

Esta convocatória pretende dinamizar um dia de luta contra a progressiva destruição dos CTT «que está a ser levada a cabo por esta administração», sem outro objectivo que não a «deterioração do serviço postal», extraindo quanto lucro nele ainda houver, esclarece o comunicado destes sindicatos remetido pela Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans/CGTP-IN) ao AbrilAbril.

Os trabalhadores dos CTT de todo o país saem à rua no dia 19 de Novembro, em Lisboa, «pelo aumento dos postos de trabalho, factor fundamental para prestar um serviço de qualidade». Reclamam ainda o aumento dos salários e a manutenção dos direitos.

Para além do SNTCT, a convocatória junta o SITIC, SINQUADROS, SINTTAV e FENTCOP.

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