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Forte adesão marca greve dos trabalhadores da Ibersol

Os trabalhadores do grupo Ibersol, representante em Portugal de marcas como a Pizza Hut e o Burger King, estão a cumprir greve esta sexta-feira. Exigem aumentos salariais e o fim da precariedade.

Concentração de protesto junto à sede da Ibersol, no Porto
Concentração de protesto junto à sede da Ibersol, no PortoCréditosSindicato da Hotelaria do Norte

A greve de um dia, convocada pelo Sindicato da Hotelaria do Norte (CGTP-IN), abrange os trabalhadores da região das empresas do grupo Ibersol, o maior grupo de restauração nacional e detentor de várias marcas na Península Ibérica – a Pizza Hut, Burger King, KFC, Pans, O Kilo, entre outras.

Durante a manhã de hoje, cerca de uma centena de trabalhadores estiveram concentrados em frente à sede do grupo, após se terem deslocado montados nas suas motas em desfile pelas ruas do Porto, para exigirem a regularização dos vínculos laborais, melhores condições de trabalho e o aumento dos salários.

Distribuidores da Pizza Hut participam na manifestação

 

Em declarações ao AbrilAbril, Francisco Figueiredo, coordenador do sindicato, confirmou haver uma «elevada adesão», sobretudo dos distribuidores, que atingiu os 100% em diversas lojas –Aviadores, Gaia Jardim, Campo Alegre, Matosinhos, São Mamede, Maiashopping e Gondomar –, mas também existem concelhos onde não está sequer a haver distribuição de refeições.

 

Segundo o dirigente, os demais serviços de restauração dos estabelecimentos, tal como cozinha, balcão e mesas estão a registar adesões variáveis, estando os serviços condicionados em muitos estabelecimentos, que estão apenas abertos porque a empresa «está a substituir os trabalhadores em greve por outros que não pertencem ali, inclusive vindos de estabelecimentos de outros concelhos.

 

Francisco Fiqueiredo afirmou que já foi apresentado um protesto junto da empresa contra a substituição de grevistas e que será apresentada queixa-crime contra esta, depois de melhor apuradas as circunstâncias.

 

Grandes riscos a troco de «salários muito baixos»

 

Sobre as condições de trabalho, o dirigente frisou o desrespeito da empresa no que toca aos dias de descanso semana, horário de trabalho e discriminação, realçando que os níveis de precariedade são elevados e os salários muito baixos. Existem também trabalhadores que recebem o mesmo «há mais de 20 anos» ou que são remunerados como aprendizes e estagiários, apesar de tal já não serem as suas funções.

 

Durante a concentração, os trabalhadores aprovaram uma moção com uma lista de 15 exigências que querem ver respondidas pela empresa, entre as quais a subida dos salários, a criação do subsídio de risco para os distribuidores de 30 euros mensais, a progressão na carreira ao fim de três anos e a passagem a efectivos de todos os que ocupam funções permanentes.

 

Os trabalhadores reivindicam ainda o pagamento do trabalho suplementar, que haja o abono de falhas a todos os que manuseiam dinheiro, a classificação profissional e remuneração de acordo com as funções efectivas e a igualdade de tratamento na atribuição de prémios, quer seja mota própria ou da empresa.

 

Outras exigências passam pela actualização das ajudas de custo, a garantia de dois dias de folga consecutivos por semana, horários previsíveis que sejam respeitados, a alteração dos regulamentos internos para pôr fim à discriminação e a eliminação dos obstáculos ao direito à actividade sindical.

 

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