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Trabalhadores de loja Minipreço em greve

Os trabalhadores da loja Minipreço na Rua Morais Soares, em Lisboa, estão em greve esta segunda-feira. Exigem aumentos salariais, horários dignos e a resolução dos problemas que afectam a sua saúde.

Os trabalhadores do Dia/Minipreço dizem sofrer assédio moral e terrorismo psicológico por parte das chefias.
Os trabalhadores do Dia/Minipreço dizem sofrer assédio moral e terrorismo psicológico por parte das chefias.Créditos

Em comunicado, o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP/CGTP-IN) justifica a greve de 24 horas com as más condições de trabalho e o «desrespeito da Dia Portugal» (dona das lojas Minipreço) para com os seus trabalhadores.

Entre os problemas referidos, os trabalhadores salientam os baixos salários a troco de muitas horas de trabalho, cujos «horários praticados não estão de acordo com a lei», num contexto onde as condições de segurança e saúde dentro da loja deixam a desejar.

Nomeadamente, o CESP afirma que os trabalhadores são obrigados a trabalhar com temperaturas elevadas na loja (que no Verão chegam a atingir os 40 graus), pois não existe ar condicionado, nem uma extração de fumo adequada para ultrapassar os problemas causados pelos fornos e assadores».

A situação «tem trazido vários problemas de saúde aos trabalhadores, desde indisposição até desmaios, pois o ar torna-se insuportável e difícil de respirar». Apesar de já ter sido reportada à empresa, esta «teima em não resolver», lê-se.

No documento, o CESP apela aos clientes para manifestarem «a sua solidariedade para com a luta dos trabalhadores», seja escrevendo no livro de reclamações, expressando a sua indignação nas redes sociais da empresa ou enviando mensagens de correio electrónico para a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição.

Outras revindicações passam pelo aumento dos salários para todos, o fim dos horários desregulados, dos «brutais ritmos que fazem da vida dos trabalhadores um inferno». Os trabalhadores contestam ainda o impasse em torno das negociações para a revisão do contrato colectivo de trabalho (CCT) no sector, abrangendo mais de 100 mil trabalhadores e que duram há mais de dois anos.

A estrutura representativa dos patrões é acusada de bloquear as negociações e de, a troco do aumento dos baixos salários, exigir várias contrapartidas, vistas como «inaceitáveis» pelos trabalhadores: redução do valor pago pelo trabalho suplementar e em dia de feriado para metade e a aceitação oficial do banco de horas como prática no sector.

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