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Trabalhadores de call center realizam concentração à porta da Fidelidade

Os trabalhadores do call center da Fidelidade Seguros, em Évora, deslocaram-se esta terça-feira a Lisboa, para exigir o fim dos baixos salários, dos vínculos precários e a aplicação do contrato colectivo.

Trabalhadores estiveram concentrados em frente à sede da Fidelidade
Trabalhadores estiveram concentrados em frente à sede da FidelidadeCréditos / SINAPSA

Durante esta manhã, mais de meia centena de trabalhadores do call center da Fidelidade Seguros, que está sediado em Évora, realizaram uma concentração de protesto junto à sede da empresa, em Lisboa.

Em comunicado, o Sindicato Nacional dos Profissionais de Seguros e Afins (Sinapsa/CGTP-IN) afirma que o protesto de hoje foi decidido em plenário de trabalhadores, como a primeira de várias acções de luta a realizar ao longo de Fevereiro.

«Cansados de várias promessas» e «após a Fidelidade ter faltado por duas vezes à palavra de concretização de reuniões de negociação, a última agendada para 28 de Janeiro», o Sinapsa afirma que os trabalhadores decidiram que «esta é a única forma de fazer ouvir as suas reivindicações».

Os trabalhadores exigem aumentos salariais, face ao valor pouco acima do salário mínimo nacional que recebem, a subida do subsídio de alimentação e a aplicação do contrato colectivo de trabalho do ramo segurador, pondo um fim ao tratamento discriminatório e aos vínculos precários.

Os trabalhadores do call center de Évora são contratados através da Newspring Services, uma empresa de outsourcing utilizada pelo grupo Fidelidade. Apesar de realizaram o mesmo trabalho que os trabalhadores efectivos, os funcionários desta empresa têm contratos temporários ao longo de «12, 16 ou mais anos», horários desregulados e salários baixos.

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