Perante a intransigência da empresa

Trabalhadores da Unicer mantêm exigência de aumentos salariais

Os trabalhadores da Unicer decidiram ontem em plenário solicitar uma nova reunião à administração, uma vez que não consideram satisfatória a proposta de aumento salarial que a empresa disse ser a final.

Trabalhadores da Unicer não desistem de lutar por aumentos salariais
Trabalhadores da Unicer não desistem de lutar por aumentos salariaisCréditosImpala

Francisco Figueiredo, da Federação dos Sindicatos da Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal (Fesaht), afecta à CGTP, disse à Lusa que foi demonstrado no plenário o «descontentamento dos trabalhadores em relação à proposta da empresa». «Por isso, os sindicatos decidiram solicitar nova reunião à empresa para ver se conseguimos demover a empresa da sua proposta que disse ser final», revelou o sindicalista.

A proposta da Unicer foi de um aumento salarial, para 2017, de 1,2% ou um mínimo de 15 euros, abaixo do reivindicado pelos sindicatos – 1,8% e mínimo de 30 euros – enquanto em Outubro seria feito um pagamento de 210 euros «para compensar a falta de aumento salarial» para este ano.

«Uma empresa que em 2014 e 2015 distribuiu pelos seus accionistas 60 milhões de euros de lucros tem a obrigação de dar aumentos salariais aos trabalhadores»

Tiago Oliveira, União de Sindicatos do Porto

Os trabalhadores estiveram em greve de 19 a 21 de Agosto, às duas primeiras e duas últimas horas de trabalho, com uma adesão de quase 100%. A proposta apresentada à empresa pelo sindicato foi de um aumento de 3%, no mínimo de 30 euros para este ano, que a empresa recusou.

Fonte oficial da Unicer disse à Lusa que a empresa neste momento não tem nada a acrescentar, sem esclarecer se há margem para continuar a negociar.

Na passada semana, os trabalhadores decidiram, em plenário, dar à empresa 48 horas para se sentar à mesa das negociações e discutir a reivindicação dos aumentos salariais. Na altura, Tiago Oliveira, da União de Sindicatos do Porto, recordou que há várias questões em cima da mesa, mas «o que os trabalhadores exigem são aumentos salariais», sublinhando que «uma empresa que em 2014 e 2015 distribuiu pelos seus accionistas 60 milhões de euros de lucros tem a obrigação de dar aumentos salariais aos trabalhadores».