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Trabalhadores da Sousacamp exigem a garantia dos postos de trabalho

Os trabalhadores da Sousacamp valorizam a solução encontrada, que viabiliza a continuidade da empresa, mas consideram ter de haver garantias quanto à manutenção dos postos de trabalho, referem em comunicado.

O Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias da Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal (Sintab/CGTP-IN) «enaltece as notícias vindas a público» que dão conta da aquisição da Varandas de Sousa, principal empresa do grupo Sousacamp.

Mas o facto de apenas estar referenciada esta empresa – uma no universo de cinco que compõem o grupo – deixa em suspenso o futuro de centenas de trabalhadores das restantes empresas do grupo, avisa a estrutura sindical.

O Sintab lembra que, em todo este processo, os trabalhadores assumiram «parte da responsabilidade» no sentido de alavancar processos de recuperação, «mesmo quando não estavam assegurados todos os seus direitos e condições de trabalho», dando como exemplo o atraso no pagamento dos salários e subsídios de Natal, neste Novembro.

Segundo o sindicato, o novo accionista apresenta-se com intenções de recuperação para futura venda, o que revela não estar garantida a manutenção em «mãos nacionais» de uma empresa que detém 90% do mercado nacional dos cogumelos frescos.

As recentes movimentações de maquinaria para fora da fábrica de Paredes (distrito do Porto) têm deixado de sobressalto os trabalhadores que ali laboram e cuja fonte de rendimento é «a única garantia de sobrevivência».

Neste sentido, o Sintab garante que vai desenvolver todos os esforços por uma viabilização do futuro da empresa que inclua, «sem equívocos», a manutenção de todos os postos de trabalho.

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