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Trabalhadores da Reditus exigem salários em atraso

Os trabalhadores da Reditus estão em protesto esta quarta-feira, numa greve de 24 horas para exigir que a administração da empresa pague os vários meses de salários e subsídios em atraso.

Trabalhadores da Reditus durante a concentração com o secretário-geral da CGTP-IN
Trabalhadores da Reditus durante a concentração com o secretário-geral da CGTP-INCréditos / CESP

Em comunicado, o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP/CGTP-IN) aponta que a paralisação surgiu como resposta à atitude da administração, depois de ter assumido a regularização dos pagamentos em falta mas que não foi cumprido para todos.

Em declarações ao AbrilAbril, Filipa Costa, dirigente do CESP, afirmou que a greve está «com uma boa adesão», sendo «a primeira na história da empresa». Além da paragem de dois projectos, a dirigente frisou que participaram «50 a 60 trabalhadores na concentração» desta manhã, na Quinta de Lambert, em Lisboa.

Segundo a dirigente, os vários salários e subsídios em atraso chegam a três meses, desde Fevereiro, apesar de a situação já remontar ao ano passado, existindo disciminações entre trabalhadores, com «alguns a receber e outros não».

Filipa Costa realçou ainda ter havido contactos com os diversos clientes a quem a Reditus presta serviços, de forma a averiguar se existiam dívidas pendentes à empresa, tendo a resposta sido que não e o caso remetido para a Reditus. 

De acordo com o CESP, a situação não é nova e arrasta-se há já algum tempo, com o grupo Reditus a insistir que no mês seguinte os pagamentos seriam feitos. Porém, tal não aconteceu, mas o sindicato denuncia que esta realiza com os trabalhadores no sentido de «pedirem empréstimos à empresa, caso estejam muito aflitos».

Durante a concentração desta manhã, estiveram presentes com os trabalhadores o secretário-geral da CGTP-IN, Arménio Carlos, e a deputada Rita Rato, eleita pelo PCP para a Assembleia da República.

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