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Sindicalizações aumentaram desde o início da pandemia

Os sindicatos da CGTP-IN têm verificado um aumento no número de sindicalizações, «porque os trabalhadores confiam na sua capacidade para os defender», considerou a secretária-geral, Isabel Camarinha.

Delegados realizam uma votação durante o XIII Congresso Nacional da CGTP-IN, no Complexo Municipal dos Desportos, no Feijó, Almada, 27 de fevereiro de 2016.
CréditosMÁRIO CRUZ / LUSA

«Tem havido muita sindicalização neste período porque os trabalhadores sabem que podem contar com os sindicatos da CGTP-IN para continuar a defender os seus interesses e direitos, numa altura em que têm sido cometidos tantos abusos contra eles», disse Isabel Camarinha em entrevista à agência Lusa.

Segundo a sindicalista, não é ainda possível fazer um levantamento do crescimento da sindicalização, porque os sindicatos estão a funcionar com planos de contingência, tanto a nível de dirigentes como de funcionários, mas assegurou que é transversal a todos os sectores de actividade.

Para Isabel Camarinha, o crescimento da sindicalização é justificado com a crescente violação dos direitos laborais por parte de muitas empresas, «que se estão a aproveitar da crise para cometer todo o tipo de abusos». «Com um milhão de trabalhadores em lay-off e os despedimentos a chegarem, em média, aos 4000 por dia, é natural que os trabalhadores sintam necessidade de procurar o apoio dos sindicatos», justificou.

A nível institucional, a Intersindical tem aproveitado as reuniões de Concertação Social semanais e encontros com membros do Governo para apresentar propostas que assegurem a manutenção do emprego e dos rendimentos dos trabalhadores e das famílias.

Isabel Camarinha admitiu as vantagens do diálogo social na actual situação, mas considerou que «a valorização das condições de trabalho é [conseguida] na contratação colectiva».

Segundo a sindicalista, continuam a decorrer alguns processos negociais, apesar do confinamento, embora de forma reduzida. «Com o retorno à actividade normal nas empresas, teremos de criar uma dinâmica muito maior na contratação colectiva, para se conseguir actualizar os contratos colectivos de trabalho, ao nível dos salários e das condições de trabalho», considerou.

Com agência Lusa

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