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PSP e GNR vão manifestar-se para exigir o que não foi feito

Elementos da PSP e da GNR vão realizar uma manifestação conjunta em Lisboa, a 21 de Novembro, para exigir ao novo Governo «a resolução rápida» dos problemas que ficaram por resolver.

CréditosAntónio Pedro Santos / Agência Lusa

Com o lema «tolerância zero», a manifestação conjunta, em local a definir, é organizada pela Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) e Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR), as estruturas mais representativas da Polícia de Segurança Pública e da Guarda Nacional Republicana.

Num comunicado conjunto após uma reunião realizada ontem no Porto, a ASPP e a APG referem que, na anterior legislatura, o Governo «fez promessas que não cumpriu e protelou a resolução de problemas que estão a colocar em causa não só a estabilidade das instituições, mas toda a segurança pública em Portugal».

A ASPP e a APG sublinham que o próximo Governo «não pode escudar-se na falta de conhecimento dos problemas, nem desvalorizar as promessas» feitas nos últimos quatro anos, lamentando que, até ao momento, não tenha sido dada «uma palavra sobre o futuro destas instituições».

O presidente da APG, César Nogueira, disse à agência Lusa que foi decidido marcar a manifestação conjunta para 21 de Novembro por ser uma data próxima de discussão do próximo Orçamento do Estado.

Tal como a ASPP recordou ao Governo, recentemente, César Nogueira adiantou que há uma série de problemas na PSP e na GNR que estão por resolver, existindo «promessas por cumprir». A acção marcada para Novembro, além de protesto tem também por objectivo «colocar na agenda política as forças de segurança», uma vez que «pouco se sabe» sobre o que o actual Governo pretende para as polícias.

Nesse sentido, os polícias exigem que sejam feitas as alterações necessárias às tabelas remuneratórias da PSP e da GNR, «adequando os vencimentos de forma justa e adequada à função exercida por estes profissionais».

Ambas as estruturas entendem que «é inconcebível que um agente de autoridade ganhe apenas mais 100 euros do que o ordenado mínimo nacional», avançando que é urgente também a actualização dos suplementos, criação do subsídio de risco, aplicação da lei que visa a fiscaliza das condições de saúde e segurança no trabalho.

Também o presidente da ASPP, Paulo Rodrigues, disse à Lusa que esta manifestação «é para obrigar o Governo a dizer o que pretende das forças de segurança». Segundo o sindicalista, nos últimos quatro anos foi «tempo de promessas e de estudos», agora é altura de o Governo passar à acção.


Com agência Lusa

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