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Petrogal devia «corar de vergonha» após condenação por repressão

A Comissão de Trabalhadores da Petrogal frisa que a decisão do tribunal confirma o uso da repressão como «ferramenta de gestão» pela administração Amorim na sua ofensiva para destruir direitos.

Protesto dos trabalhadores da refinaria de Sines a 26 Janeiro, junto à sede da Galp em Lisboa, em defesa dos seus postos de trabalho
Protesto dos trabalhadores da refinaria de Sines a 26 Janeiro, junto à sede da Galp em Lisboa, em defesa dos seus postos de trabalhoCréditosMiguel A. Lopes / Agência Lusa

Em comunicado, a Comissão de Trabalhadores (CT) da Petrogal, detida pelo grupo Galp Energia, relata que o Tribunal da Relação do Porto confirmou uma sentença da Autoridade para as Condições do Trabalho, condenando a empresa a pagar uma coima por «comportamento discriminatório e assediante a três trabalhadores».

Os representantes dos trabalhadores explicam que a repressão tinha como objectivo forçá-los a aceitar as propostas que lhes foram apresentadas na sequência de «uma operação de reestruturação interna» e assinalam que a condenação contra a empresa é o resultado da «política vergonhosa da administração Amorim de destruição de direitos e redução de salários dos trabalhadores».

A CT afirma ainda que o caso não é o único e realça que há muitos outros que são ou foram pressionados diarimente para aderirem a um acordo de empresa com redução de direitos, assinarem contratos de reforma antecipada de turnos que não contemplam o complemento, aceitarem funções inferiores ou «rescisões amigáveis».

«É também no âmbito da chantagem, pressão e do assédio que enquadramos todos os processos disciplinares em curso nas refinarias, que são uma tentativa sem sucesso para intimidar os trabalhadores em luta», afirma a estrutura.

Os trabalhadores da Petrogal, num processo de contestação contra a destruição do acordo de empresa que dura há mais de um ano, intensificaram os protestos desde Dezembro passado com greves mais prolongadas e que têm contado com uma elevada adesão.

Na refinaria de Sines, a greve dura há mais de dois meses, depois de os trabalhadores terem decidido em plenário o seu prolongamento. Por sua vez, os trabalhadores do complexo de Leça da Palmeira retomam a greve a 15 de Março, após esta ter sido suspensa após um incêndio provocado pelo rebentamento de uma serpentina.

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