|enfermeiros

O Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa tem de pôr fim à precariedade

No abaixo-assinado, que vai ser entregue pelo SEP no dia 11 de Julho, uma centena de enfermeiros da instituição exigem o fim do trabalho precário e da falta de profissionais.

Hospital Júlio de Matos, em Lisboa 
Hospital Júlio de Matos, em Lisboa Créditos / trienaldelisboa

«Os enfermeiros lidam com carência estrutural de profissionais na área da saúde mental e psiquiatria desde há vários anos», denuncia o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP/CGTP-IN). Esta situação tem-se agravado nos últimos meses, «devido à saída de enfermeiros e à sua não substituição, aumentando assim o volume de horas extraordinárias e a acumulação de feriados e folgas de compensação».

O Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa (CHPL) resulta da fusão, em 2007, do Hospital Júlio de Matos e do Hospital Miguel Bombarda, garantindo à população adulta desta região o acesso a cuidados de saúde na área da psiquiatria e da saúde mental.

No abaixo-assinado, dinamizado pelo SEP, uma centena de enfermeiros da instituição reafirma a necessidade de «valorizar os cuidados de saúde mental e psiquiatria, valorizar o Serviço Nacional de Saúde e o CHPL em particular».

Os enfermeiros têm duas reivindicações: «A contratação de mais enfermeiros, de forma a preencher o mapa de pessoal, e a vinculação efectiva de todos os detentores de contratos com vínculo precário».

No dia 11 de Julho, uma delegação da direcção regional de Lisboa do SEP vai entregar ao Conselho de Administração do CHPL o abaixo-assinado, com mais de 100 assinaturas.

Tópico