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Falta de enfermeiros ameaça serviços

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses denuncia que a falta de pessoal nos serviços está a pôr em risco os utentes e os profissionais, afirmando que os pedidos de admissão continuam a ser recusados.

SIndicato afirma que só as contratações podem pôr fim ao problema
SIndicato afirma que só as contratações podem pôr fim ao problemaCréditosMário Cruz / Agência LUSA

A poucos dias do Dia Internacional dos Enfermeiros, celebrado a 12 de Maio, o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP-CGTP-IN) afirma que a maioria dos serviços estão em «situação de pré-ruptura» devido à falta de pessoal.

«Todos os indicadores demonstram que as equipas de enfermagem estão com extremo desgaste físico e psicológico, cuja consequência é o aumento do absentismo, inclusive, acidente ou doença profissional», salienta o SEP, com consequências directas nos cuidados de saúde.

Em nota, o sindicato afirma que vai avançar com formas de protesto, visto que o Ministério da Saúde, apesar de se ter «comprometido a aumentar o número de enfermeiros necessários», ainda não o fez.

«A passagem para as 35 horas acontece a 1 de Julho. A menos de dois meses, a realidade dos hospitais continua a ser a recusa sistemática, por parte do Ministério, em diferir os pedidos de admissão efectuados», acrescenta.

Enfermeiros exigem contratações

Por seu lado, a direcção regional da Beira Alta do SEP afirma que recebeu um abaixo-assinado dos enfermeiros do Centro Hospitalar Tondela-Viseu (CHTV), no qual é exigida a contratação imediata de mais profissionais, tendo reenviado este para o Ministério da Saúde.

Segundo o sindicato, o documento, subscrito pela  maioria dos enfermeiros do CHTV, «exprime a preocupação e o descontentamento crescente dos enfermeiros  pelo avolumar paulatino de problemas, que têm vindo a ser denunciados ao longo dos últimos meses, sem vislumbre de resolução».

Entre as reivindicações, os enfermeiros exigem também a programação atempada das contratações, «com vista a uma efectiva aplicação do Plano Normal de Trabalho de 35 horas a todos», além do respeito pelo esforço acrescido a que têm sido submetidos.

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